"MANIFESTOS DO SURREALISMO" de André Breton - 1ª Edição de 1969


Especificações


Descrição

"MANIFESTOS DO SURREALISMO"
de André Breton

Prefácio de Jorge de Sena

Tradução de Pedro Tamen

1ª Edição de 1969
MORAES Editores
Coleção Aventura Interior Nº 1
364 Páginas

Primeiro Manifesto
Segundo Manifesto
Prolegómenos a um Terceiro Manifesto ou não
Posição Política do Surrealismo (Extractos)
Peixe Solúvel
Carta às Videntes
Do Surrealismo em suas Obras Vivas

A importância que o surrealismo teve, não só pelas obras dos que inicialmente participaram dele e o criaram, coo também pela vasta influência que exerceu nas artes e nas letras, e que, até hoje, não cessou de produzir-se, foi, e é, muito maior do que a destes documentos que, hoje, nos parecem singularmente pouco afirmativos, e curiosamente digressivos, para terem sido os manifestos de um movimento que tanto contribuiu para a libertação da linguagem estética.
Retirado do Prefácio à presente Edição

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ANDRÉ BRETON - Tinchebray, em 19/02/1896 - Paris, em 28/09/1966
Escritor e poeta francês, foi um dos fundadores e figuras de proa do movimento surrealista.

Com Louis Aragon e Philippe Soupault, André Breton fundou a revista "Littérature" em 1919. Amigo de Guillaume Apollinaire, também frequentava Tristan Tzara, o iniciador do movimento dadaísta. Em "Les Champs magnétiques" (1920), texto poético escrito com Philippe Soupault, empregou o princípio da escrita automática e explorou as possibilidades do estado hipnótico.

Em 1924, André Breton publicou o primeiro "Manifesto do Surrealismo", no qual defendia a exploração poética do inconsciente através da reabilitação da imaginação e dos sonhos. Com seus amigos, incluindo Philippe Soupault, Louis Aragon, Paul Éluard, René Crevel, Michel Leiris, Robert Desnos e Benjamin Péret, ele criou o "Bureau de recherches surréalistes" (Escritório de Pesquisa Surrealista) e a revista "La Révolution surréaliste" (A Revolução Surrealista).

No "Segundo Manifesto Surrealista" (1930), André Breton busca reconciliar sonho e realidade e promover a "libertação total". A contribuição fundamental deste texto é "precisamente transcender os limites de uma revolução apenas da mente e preencher o vazio de um pensamento que age somente por si mesmo, questionando o sistema social em que vivemos, sua aceitação ou rejeição, e a ação política a ser empreendida" (Louis Gill). Ele foi coautor do Manifesto "Por uma Arte Revolucionária Independente".

Autor de livros como "Nadja" e "L'Amour fou" (O Amor Louco), André Breton é uma figura importante na arte e literatura francesa do século XX.

André Breton está sepultado no Cemitério de Batignolles, no 17º arrondissement de Paris. Em seu túmulo, decorado de forma simples com um octaedro em forma de estrela, está gravado o epitáfio: "Busco o ouro do tempo".

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