"MARTHA TELLES" - O Castelo Onde Irás e Não Voltarás de Agustina Bessa-Luís - 1ª Edição de 1986


Especificações


Descrição

"MARTHA TELLES"
O Castelo Onde Irás e Não Voltarás
de Agustina Bessa-Luís

1ª Edição de 1986
INCM Imprensa Nacional Casa da Moeda
Coleção: Arte e Artistas
92 Páginas
Profusamente ilustrado

Sente um desejo de reaver a ilha? As flores pálidas das hidranjas, as lagartixas pré-históricas, as japoneiras em flor, o mar abraçado ao nevoeiro ? Então Martha começa a pintar aqueles grandes quadros genealógicos. O avô general, que presidia na tribuna em dia de festa; a mãe cantora, vocalizando Mozart; os lutos, os dias de anos, as cadeiras enfeitadas de flores. Não há maneira naïve, não no estilo do aduaneiro Rousseau? É doutra maneira. Como se voltasse à infância deliberadamente e fosse o médium da sua própria história, fecunda e copiosa como é a história da infância.

...
Marta Cohen da Cunha Teles (Funchal, 19 de agosto de 1930 - Lisboa, 21 de fevereiro de 2001), foi uma pintora madeirense. Usava como nome artístico Martha Telles.

Marta nasceu no Funchal, filha de Alexandre Cunha Teles e de Anne Christine Stephanie Wera Beranger. Casou com Tarquinio da Fonseca Hall, em 25 de outubro de 1945, dele se tendo divorciado a 25 de julho de 1975.

Antes de ingressar no curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, foi iniciada naquela arte pelo pintor alemão radicado na Ilha da Madeira, Max Römer. Estudou Sociologia da Arte, entre 1963 e 1965, na Sorbonne, em Paris, orientada por Maria Helena Vieira da Silva, com o estatuto de bolseira pela Fundação Calouste Gulbenkian. Continuou os seus estudos em Artes Plásticas na Universidade do Quebeque, Montreal, entre 1968-71 e conclui-os com o grau de bacharelato. Prosseguiu a sua carreira de aluna com o ingresso na Universidade MacGill onde estudou Gravura, como bolseira do Conselho das Artes do Canadá (1980-81). A sua longa permanência no Canadá fê-la optar pela nacionalidade canadiana em 1974, o que não impediu o seu regresso a Portugal, em 1983. Tendo vivido algum tempo na Bélgica, Martha Telles acabaria por falecer em Lisboa em 2001.

Além de se ter distinguido na pintura a óleo, Martha Telles também utilizou nas suas obras a aguarela e a gravura, tendo ainda feito cartões em tapeçaria.
A sua obra encontra-se dispersa por várias instituições entre as quais se contam a Fundação Calouste Gulbenkian e a Casa Museu Frederico de Freitas.
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Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras.
Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo.
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961 a 1962).
É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea.
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995).
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português.
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.

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