"MOBY DICK" de Herman Melville - Edição de 2004
Preço: 12 €"MOBY DICK" de Herman Melville - Edição de 2004
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44338769
- Id do anunciante45DD
Descrição
"MOBY DICK"
de Herman Melville
Edição de 2004
Jornal Público
Coleção Geração Público
832 Páginas
Ismael quer voltar ao mar. É uma forma de fugir ao suicídio "com um gesto filosófico", diz. Mas não num navio qualquer. Quer partir para a pesca da baleia. Há vários motivos, mas um dos primeiros, explica, "foi a prodigiosa imagem da própria baleia; esse monstro, tão portentoso e enigmático, despertava a minha curiosidade".
O leitor depressa simpatizará com este rapaz. Será já, talvez, um homem feito, mas nunca se saberá a sua idade ao longo de todo o livro, "Moby Dick", de Herman Melville. Não interessa. Porque Ismael é apenas um narrador, ilustre, inteligente, cheio de humor e fina ironia, pronto a deleitar-nos com os pormenores mais deliciosos, as histórias mais incríveis, os temores e a coragem dos bravos marinheiros, as pequenas vinganças, as grandes conquistas, as insólitas amizades.
Isto é "Moby Dick" - como descrevê-lo em tão pouco espaço? São mais de 800 páginas, sim, mas cheias de histórias espantosas, que apaixonam o leitor mais incauto, mais alheio a essas andanças dos mares. Porque "Moby Dick" não é (apenas) um romance, é (quase) uma epopeia, um poema heróico, quase camoniano, um hino à coragem e à grandeza dos homens.
Ismael está em Nantucket, a terra de onde partem os grandes baleeiros americanos, e conhece Queequeg, um monstro selvagem, um canibal. A vida de Isamel esteve por um fio. Mas a convivência provou que Queequeg é um canibal amavável e dócil, e depressa entre eles nascem a ternura e a amizade.
Embarcam no Pequod à caça da baleia. Cedo perceberão que não entraram num navio qualquer - o Pequod é o barco do capitão Ahab, sobre quem se conta a história de que uma enorme baleia branca lhe arrancou uma perna.
Ahab, "mordido na carne e lacerado no espírito", é um homem solitário que quer vingar a afronta desse monstro horrível - Moby Dick. "Se avistarem uma baleia branca, berrem até rebentar as goelas!", grita aos marinheiros.
A lenda diz que Moby Dick "não só é ubíquo, mas também imortal (a imortalidade nada mais sendo que a ubiquidade referida ao tempo); que embora se cravem nos seus flancos canteiros de arpões, a baleia se afastará ilesa; e que, mesmo na hipótese de alguma vez o seu jacto surgir manchado de sangue, isso não passaria de outra decepção porque cem léguas mais adiante Moby Dick voltaria a lançar para os céus um repuxo límpido e cristalino como a água que brota numa nascente de montanha".
O grande oceano é como uma estrada medieval, cheia de salteadores, mas também de velhos conhecidos. E assim o Pequod se vai cruzando com outros navios, como o Albatroz, o Botão de Rosa, o Jungfrau, o Samuel Enderby, o Celibatário ou o Raquel. Todos trazem histórias e lendas de percursos feitos, homens que se perderam, naufrágios e mortes, tragédias e reencontros. Todos trazem novas de Moby Dick. E Ahab escuta-as, atento e ansioso por travar esse combate. Ele (ou será ela?) "encena" esse jogo de atracção-repulsa, a vingança última da sua honra perdida. Quem vencerá o duelo homem-natureza?
---
Herman Melville (1819 a 1891) foi um dos mais importantes romancistas da literatura norte-americana; foi também contista, ensaísta e poeta, com mais de 30 obras publicadas. Melville, cujo nome qualquer leitor reconhece de «Moby Dick», a história da perseguição à grande baleia branca, nasceu no seio de uma família de grande prestígio, mas com grandes dificuldades económicas, que os pais esconderam a Herman e aos seus sete irmãos. O pai sofria de desequilíbrios emocionais graves e havia na família divergências religiosas. Herman e os irmãos acompanharam os pais para várias cidades americanas sempre que estes tentavam refazer a sua vida, e a sua educação foi feita em diversas escolas. Teve vários trabalhos em escritórios e lojas, e de 1839 a 1844 foi marinheiro embarcado em diversos navios. Nos cinco anos que se seguiram publicou grande parte dos seus livros, inspirados na sua experiência marítima, e viu a crítica e sobretudo o público reconhecer-lhe os méritos. Inicia uma correspondência e amizade profícuas com o escritor Nathaniel Hawthorne e publica a sua obra-prima «Moby Dick» em 1851 (primeiro em Inglaterra e só depois nos Estados Unidos). A partir desses anos, Melville, que casara e planeara viver da escrita, cai no esquecimento do público e até ao fim da vida tem de aceitar diversos trabalhos para sobreviver. Só após a sua morte, e aquando do centenário do seu nascimento, é que a crítica redescobre o autor e o seu génio e Melville passa a integrar o panteão dos grandes nomes das letras universais.
ESGOTADO NESTA EDIÇÃO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Herman Melville
Edição de 2004
Jornal Público
Coleção Geração Público
832 Páginas
Ismael quer voltar ao mar. É uma forma de fugir ao suicídio "com um gesto filosófico", diz. Mas não num navio qualquer. Quer partir para a pesca da baleia. Há vários motivos, mas um dos primeiros, explica, "foi a prodigiosa imagem da própria baleia; esse monstro, tão portentoso e enigmático, despertava a minha curiosidade".
O leitor depressa simpatizará com este rapaz. Será já, talvez, um homem feito, mas nunca se saberá a sua idade ao longo de todo o livro, "Moby Dick", de Herman Melville. Não interessa. Porque Ismael é apenas um narrador, ilustre, inteligente, cheio de humor e fina ironia, pronto a deleitar-nos com os pormenores mais deliciosos, as histórias mais incríveis, os temores e a coragem dos bravos marinheiros, as pequenas vinganças, as grandes conquistas, as insólitas amizades.
Isto é "Moby Dick" - como descrevê-lo em tão pouco espaço? São mais de 800 páginas, sim, mas cheias de histórias espantosas, que apaixonam o leitor mais incauto, mais alheio a essas andanças dos mares. Porque "Moby Dick" não é (apenas) um romance, é (quase) uma epopeia, um poema heróico, quase camoniano, um hino à coragem e à grandeza dos homens.
Ismael está em Nantucket, a terra de onde partem os grandes baleeiros americanos, e conhece Queequeg, um monstro selvagem, um canibal. A vida de Isamel esteve por um fio. Mas a convivência provou que Queequeg é um canibal amavável e dócil, e depressa entre eles nascem a ternura e a amizade.
Embarcam no Pequod à caça da baleia. Cedo perceberão que não entraram num navio qualquer - o Pequod é o barco do capitão Ahab, sobre quem se conta a história de que uma enorme baleia branca lhe arrancou uma perna.
Ahab, "mordido na carne e lacerado no espírito", é um homem solitário que quer vingar a afronta desse monstro horrível - Moby Dick. "Se avistarem uma baleia branca, berrem até rebentar as goelas!", grita aos marinheiros.
A lenda diz que Moby Dick "não só é ubíquo, mas também imortal (a imortalidade nada mais sendo que a ubiquidade referida ao tempo); que embora se cravem nos seus flancos canteiros de arpões, a baleia se afastará ilesa; e que, mesmo na hipótese de alguma vez o seu jacto surgir manchado de sangue, isso não passaria de outra decepção porque cem léguas mais adiante Moby Dick voltaria a lançar para os céus um repuxo límpido e cristalino como a água que brota numa nascente de montanha".
O grande oceano é como uma estrada medieval, cheia de salteadores, mas também de velhos conhecidos. E assim o Pequod se vai cruzando com outros navios, como o Albatroz, o Botão de Rosa, o Jungfrau, o Samuel Enderby, o Celibatário ou o Raquel. Todos trazem histórias e lendas de percursos feitos, homens que se perderam, naufrágios e mortes, tragédias e reencontros. Todos trazem novas de Moby Dick. E Ahab escuta-as, atento e ansioso por travar esse combate. Ele (ou será ela?) "encena" esse jogo de atracção-repulsa, a vingança última da sua honra perdida. Quem vencerá o duelo homem-natureza?
---
Herman Melville (1819 a 1891) foi um dos mais importantes romancistas da literatura norte-americana; foi também contista, ensaísta e poeta, com mais de 30 obras publicadas. Melville, cujo nome qualquer leitor reconhece de «Moby Dick», a história da perseguição à grande baleia branca, nasceu no seio de uma família de grande prestígio, mas com grandes dificuldades económicas, que os pais esconderam a Herman e aos seus sete irmãos. O pai sofria de desequilíbrios emocionais graves e havia na família divergências religiosas. Herman e os irmãos acompanharam os pais para várias cidades americanas sempre que estes tentavam refazer a sua vida, e a sua educação foi feita em diversas escolas. Teve vários trabalhos em escritórios e lojas, e de 1839 a 1844 foi marinheiro embarcado em diversos navios. Nos cinco anos que se seguiram publicou grande parte dos seus livros, inspirados na sua experiência marítima, e viu a crítica e sobretudo o público reconhecer-lhe os méritos. Inicia uma correspondência e amizade profícuas com o escritor Nathaniel Hawthorne e publica a sua obra-prima «Moby Dick» em 1851 (primeiro em Inglaterra e só depois nos Estados Unidos). A partir desses anos, Melville, que casara e planeara viver da escrita, cai no esquecimento do público e até ao fim da vida tem de aceitar diversos trabalhos para sobreviver. Só após a sua morte, e aquando do centenário do seu nascimento, é que a crítica redescobre o autor e o seu génio e Melville passa a integrar o panteão dos grandes nomes das letras universais.
ESGOTADO NESTA EDIÇÃO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
Raul Ribeiro
Anunciante desde Abr. 2013
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora
Serviços adicionais
Verifique as melhores opções de crédito ou seguro para o seu caso.
Localização
Lisboa - Cascais - Carcavelos e Parede
Raul Ribeiro
Anunciante desde Abr. 2013
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora
Tempo de resposta superior a 1 hora Online agora

