"MONÇÃO" - Contos de Goa de Vimala Devi - 1ª Edição de 1963
Preço: 9 €"MONÇÃO" - Contos de Goa de Vimala Devi - 1ª Edição de 1963
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44732912
- Id do anunciante67JJ
Descrição
"MONÇÃO" - Contos de Goa
de Vimala Devi
1ª Edição de 1963
Edição da Autora
Coleção Dédalo Nº 3
170 Páginas
Este volume apresenta treze contos "Nâttak", O Genro-Comensal, Dhruva, Ocaso, Esperança, Padmini, O Futuro e o Passado, Os Filhos de Jó, Recordação do Tio Salú, A Droga, A Subvenção, Vénus e os seus Braços e Fidelidade, por onde perpassam diferentes visões, ora desoladoras, ora irónicas, sobre a condição da mulher e o matriarcado, mas também sobre as diferenças, as convenções e as contradições de uma sociedade que, embora supostamente católica e europeizada, não deixa de ser marcada pelo sistema de castas nem de ser atavicamente oriental.
Num livro de estreia na prosa, onde as narrativas, bem ritmadas, sólidas e cativantes, se articulam harmoniosamente, Vimala Devi consegue ainda surpreender ao retomar no seu último conto, Fidelidade, personagens e problemáticas que haviam sido já sido abordadas em Dhruva.
---
Vimala Devi (pseudónimo de Teresa da Piedade de Baptista Almeida, n. 1932), Monção (1963).
Antes desta obra em prosa, Vimala Devi havia publicado um livro de poesia, Súria (1962), a que se seguiram outras obras poéticas, como Hologramas (1969) e Telepoemas (1970), onde a praxis de uma modernidade discursiva e de uma contemporaneidade temática, perfeitamente traduzida nos próprios títulos dos volumes, se afirma e consolida, evidenciando a pertinência do trabalho de uma autora que se assume não apenas como sensível às vanguardas, mas se afirma, ainda, como diligente e competente intérprete das inovações e renovações literárias que elas podem implicar.
Juntamente com Manuel Seabra, Vimala Devi foi ainda autora dos dois volumes correspondentes à antologia A Literatura Indo-Portuguesa (1971), depois de na década anterior, durante a sua estadia em Londres, ter iniciado simultaneamente uma incursão pela pintura, que manteve ao longo de vários anos.
Como se constata, todas as publicações da autora surgiram após a integração dos antigos territórios da Índia Portuguesa na União Indiana, ocorrida em 1961, embora a mundividência patente nesta colectânea em prosa traduza realidades características do período anterior e da aculturação religiosa e social goesa ocorrida durante a presença portuguesa.
Um destes contos de Vimala Devi, Os Filhos de Jó, está também reproduzido integralmente na Antologia do Conto Ultramarino (1972), de Amândio César (1921-1987), onde, juntamente com Alberto de Menezes Rodrigues (?-1971), representa, segundo o autor, a literatura do "Estado Português da Índia".
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
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Este volume apresenta treze contos "Nâttak", O Genro-Comensal, Dhruva, Ocaso, Esperança, Padmini, O Futuro e o Passado, Os Filhos de Jó, Recordação do Tio Salú, A Droga, A Subvenção, Vénus e os seus Braços e Fidelidade, por onde perpassam diferentes visões, ora desoladoras, ora irónicas, sobre a condição da mulher e o matriarcado, mas também sobre as diferenças, as convenções e as contradições de uma sociedade que, embora supostamente católica e europeizada, não deixa de ser marcada pelo sistema de castas nem de ser atavicamente oriental.
Num livro de estreia na prosa, onde as narrativas, bem ritmadas, sólidas e cativantes, se articulam harmoniosamente, Vimala Devi consegue ainda surpreender ao retomar no seu último conto, Fidelidade, personagens e problemáticas que haviam sido já sido abordadas em Dhruva.
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Vimala Devi (pseudónimo de Teresa da Piedade de Baptista Almeida, n. 1932), Monção (1963).
Antes desta obra em prosa, Vimala Devi havia publicado um livro de poesia, Súria (1962), a que se seguiram outras obras poéticas, como Hologramas (1969) e Telepoemas (1970), onde a praxis de uma modernidade discursiva e de uma contemporaneidade temática, perfeitamente traduzida nos próprios títulos dos volumes, se afirma e consolida, evidenciando a pertinência do trabalho de uma autora que se assume não apenas como sensível às vanguardas, mas se afirma, ainda, como diligente e competente intérprete das inovações e renovações literárias que elas podem implicar.
Juntamente com Manuel Seabra, Vimala Devi foi ainda autora dos dois volumes correspondentes à antologia A Literatura Indo-Portuguesa (1971), depois de na década anterior, durante a sua estadia em Londres, ter iniciado simultaneamente uma incursão pela pintura, que manteve ao longo de vários anos.
Como se constata, todas as publicações da autora surgiram após a integração dos antigos territórios da Índia Portuguesa na União Indiana, ocorrida em 1961, embora a mundividência patente nesta colectânea em prosa traduza realidades características do período anterior e da aculturação religiosa e social goesa ocorrida durante a presença portuguesa.
Um destes contos de Vimala Devi, Os Filhos de Jó, está também reproduzido integralmente na Antologia do Conto Ultramarino (1972), de Amândio César (1921-1987), onde, juntamente com Alberto de Menezes Rodrigues (?-1971), representa, segundo o autor, a literatura do "Estado Português da Índia".
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