"MOVIMENTO" de Olga Gonçalves - 1ª Edição de 1972 - Primeiro Livro da Autora - AUTOGRAFADO
Preço: 30 €"MOVIMENTO" de Olga Gonçalves - 1ª Edição de 1972 - Primeiro Livro da Autora - AUTOGRAFADO
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45491199
- Id do anunciante6ZZ
Descrição
"MOVIMENTO"
de Olga Gonçalves
Com dedicatória e Autógrafo da Autora
1ª Edição de 1972
MORAES Editores
Coleção Círculo de Poesia, N.º 48
67 Páginas
Movimento (1972) é o livro de estreia poética da escritora portuguesa Olga Gonçalves.
Esta obra marcou o início da carreira literária de Olga Gonçalves (1929 a 2004), que mais tarde alcançaria grande notoriedade na ficção com romances focados na emigração portuguesa, como A Floresta em Bremerhaven (Prémio Ricardo Malheiros em 1975).
(Moledo. Uma hora depois. Quando fui sentar-me entre
as ervas finas da primeira duna. Onde há camarinhas e as
austrálias podem ver o mar.)
1. Uma gaivota num tremor de frio
fechou os olhos sob os meus cabelos
(a paz já me não dói?)
2. Há sangue na orla das vagas
há maravilhamento nos ecos da praia
- a paz deixou de doer
---
Olga Gonçalves
Poeta, ficcionista e tradutora (traduziu, entre outros autores, Simone de Beauvoir) nascida em 1929, em Luanda, e falecida a 3 de abril de 2004.
Frequentou a Universidade de Londres, foi professora de Inglês e colaboradora da Academia de Ciências de Lisboa. Estreou-se como poetisa, com o livro Movimento (1972), mas firmou-se como autora de ficção em romances de questionamento sobre a realidade sociológica coletiva.
Essa dimensão documental, focalizando frequentemente o contexto histórico e social do Portugal pós-revolucionário, subverte a relação entre ficção e realidade através da apropriação da linguagem da formação social a que pertencem as personagens, explorando toda a criatividade da oralidade e da linguagem quotidiana, convertidas em matéria fundamental da escrita, como sucede em A Floresta em Bremerhaven (1975, Prémio Ricardo Malheiros), ou em Mandei-lhe uma Boca (1977).
Nos romances posteriores, nos anos de 80 e 90, como Eis uma História de 1992, a autora confirma as dimensões de indagação autorreferencial dos mecanismos de funcionamento estético e de personagemnome masculino e femininofigura fictícia de peça teatral, utilização da linguagem simultaneamente como matéria de transgressão e de meio de acesso à identidade e problematização de segmentos da sociedade portuguesa poucas vezes visados pela novelística mais recente, como figuras do povo, o adolescente ou o emigrante.
ESGOTADO E RARO
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
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Movimento (1972) é o livro de estreia poética da escritora portuguesa Olga Gonçalves.
Esta obra marcou o início da carreira literária de Olga Gonçalves (1929 a 2004), que mais tarde alcançaria grande notoriedade na ficção com romances focados na emigração portuguesa, como A Floresta em Bremerhaven (Prémio Ricardo Malheiros em 1975).
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1. Uma gaivota num tremor de frio
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(a paz já me não dói?)
2. Há sangue na orla das vagas
há maravilhamento nos ecos da praia
- a paz deixou de doer
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Poeta, ficcionista e tradutora (traduziu, entre outros autores, Simone de Beauvoir) nascida em 1929, em Luanda, e falecida a 3 de abril de 2004.
Frequentou a Universidade de Londres, foi professora de Inglês e colaboradora da Academia de Ciências de Lisboa. Estreou-se como poetisa, com o livro Movimento (1972), mas firmou-se como autora de ficção em romances de questionamento sobre a realidade sociológica coletiva.
Essa dimensão documental, focalizando frequentemente o contexto histórico e social do Portugal pós-revolucionário, subverte a relação entre ficção e realidade através da apropriação da linguagem da formação social a que pertencem as personagens, explorando toda a criatividade da oralidade e da linguagem quotidiana, convertidas em matéria fundamental da escrita, como sucede em A Floresta em Bremerhaven (1975, Prémio Ricardo Malheiros), ou em Mandei-lhe uma Boca (1977).
Nos romances posteriores, nos anos de 80 e 90, como Eis uma História de 1992, a autora confirma as dimensões de indagação autorreferencial dos mecanismos de funcionamento estético e de personagemnome masculino e femininofigura fictícia de peça teatral, utilização da linguagem simultaneamente como matéria de transgressão e de meio de acesso à identidade e problematização de segmentos da sociedade portuguesa poucas vezes visados pela novelística mais recente, como figuras do povo, o adolescente ou o emigrante.
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