"MULHERES DE ABRIL" de Maria Teresa Horta - 1ª Edição de 1977
Preço: 20 €"MULHERES DE ABRIL" de Maria Teresa Horta - 1ª Edição de 1977
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45196783
- Id do anunciante83VV
Descrição
"MULHERES DE ABRIL"
de Maria Teresa Horta
1ª Edição de 1977
Editorial Caminho
Coleção Letras Nº 24
110 Páginas
Mulheres de Abril pretende ser um relato do quotidiano das mulheres portuguesas: de hoje e de ontem, também o ontem reflectido no hoje, ainda, mas já o futuro e o presente, tão diferentes, apesar de tudo. «Mulheres de Abril pretende ser, pois, a denúncia do real terrível, do devastador, aniquilador quotidiano das mulheres portuguesas, mas também da mudança já, da esperança e da luta por um mundo novo: sem diferenças de classe e de sexo.
TINHA 38 ANOS
Tinha 38 anos
quando foi assassinada
Quando de bruços
caiu
por duas balas varada
Tinha 38 anos
quando foi assassinada
Um fardo sem importância
que ali ficou enroscado...
e nem um grito saiu do seu peito estilhaçado
Tinha 38 anos
quando foi assassinada
pelas costas e a frio
com arma de morte
e caça
Eram três horas da tarde
na varanda
em sua casa
*
Segundo o «Diário de Lisboa» de 17 de Junho de 1977, Maria Odete Lopes Rodrigues, de 38 anos, «morreu assim em sua própria casa, atingida a tiro de caçadeira pelo marido. Trabalhadores da construção civil que se encontravam num prédio fronteiro presenciaram o crime: a Maria Odete tentou fugir mas foi apanhada por duas descargas, vindo o corpo tombar na varanda. Então o Silva encostou a espingarda à parede e acendeu um cigarro, sem se preocupar com o cadáver».
in Páginas 29 e 30
---
Maria Teresa Horta
Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros (Lisboa, 20 de maio de 1937 - 4 de fevereiro de 2025) foi uma escritora, jornalista e poetisa portuguesa, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa e é conhecida como uma das mais destacadas feministas portuguesas. Estreou-se na poesia em 1960 a sua obra poética foi coligida em Poesia Reunida (Dom Quixote, 2009), obra que lhe valeu o Prémio Máxima Vida Literária. Em 2012 publicou As Palavras do Corpo Antologia de Poesia Erótica, no ano seguinte, A Dama e o Unicórnio, em 2016, Anunciações, vencedor do Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017, Poesis (2017), Estranhezas (2018) e a antologia Eu sou a Minha Poesia (2019), o seu mais recente livro. É ainda autora dos romances Ambas as Mãos Sobre o Corpo, Ema (Prémio Ficção Revista Mulheres) e Paixão Segundo Constança H., e coautora com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, de Novas Cartas Portuguesas. Ao seu romance As Luzes de Leonor, a Marquesa de Alorna, uma sedutora de anjos, poetas e heróis (2011), foram atribuídos os prémios D. Dinis e Máxima de Literatura.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
de Maria Teresa Horta
1ª Edição de 1977
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Coleção Letras Nº 24
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Mulheres de Abril pretende ser um relato do quotidiano das mulheres portuguesas: de hoje e de ontem, também o ontem reflectido no hoje, ainda, mas já o futuro e o presente, tão diferentes, apesar de tudo. «Mulheres de Abril pretende ser, pois, a denúncia do real terrível, do devastador, aniquilador quotidiano das mulheres portuguesas, mas também da mudança já, da esperança e da luta por um mundo novo: sem diferenças de classe e de sexo.
TINHA 38 ANOS
Tinha 38 anos
quando foi assassinada
Quando de bruços
caiu
por duas balas varada
Tinha 38 anos
quando foi assassinada
Um fardo sem importância
que ali ficou enroscado...
e nem um grito saiu do seu peito estilhaçado
Tinha 38 anos
quando foi assassinada
pelas costas e a frio
com arma de morte
e caça
Eram três horas da tarde
na varanda
em sua casa
*
Segundo o «Diário de Lisboa» de 17 de Junho de 1977, Maria Odete Lopes Rodrigues, de 38 anos, «morreu assim em sua própria casa, atingida a tiro de caçadeira pelo marido. Trabalhadores da construção civil que se encontravam num prédio fronteiro presenciaram o crime: a Maria Odete tentou fugir mas foi apanhada por duas descargas, vindo o corpo tombar na varanda. Então o Silva encostou a espingarda à parede e acendeu um cigarro, sem se preocupar com o cadáver».
in Páginas 29 e 30
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Maria Teresa Horta
Maria Teresa de Mascarenhas Horta Barros (Lisboa, 20 de maio de 1937 - 4 de fevereiro de 2025) foi uma escritora, jornalista e poetisa portuguesa, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa e é conhecida como uma das mais destacadas feministas portuguesas. Estreou-se na poesia em 1960 a sua obra poética foi coligida em Poesia Reunida (Dom Quixote, 2009), obra que lhe valeu o Prémio Máxima Vida Literária. Em 2012 publicou As Palavras do Corpo Antologia de Poesia Erótica, no ano seguinte, A Dama e o Unicórnio, em 2016, Anunciações, vencedor do Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017, Poesis (2017), Estranhezas (2018) e a antologia Eu sou a Minha Poesia (2019), o seu mais recente livro. É ainda autora dos romances Ambas as Mãos Sobre o Corpo, Ema (Prémio Ficção Revista Mulheres) e Paixão Segundo Constança H., e coautora com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, de Novas Cartas Portuguesas. Ao seu romance As Luzes de Leonor, a Marquesa de Alorna, uma sedutora de anjos, poetas e heróis (2011), foram atribuídos os prémios D. Dinis e Máxima de Literatura.
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