"MULHERES PORTUGUESAS NA RESISTÊNCIA" de Rose Nery Nobre de Melo - 1ª Edição de 1975 - Raro
Preço: 20 €"MULHERES PORTUGUESAS NA RESISTÊNCIA" de Rose Nery Nobre de Melo - 1ª Edição de 1975 - Raro
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45345365
- Id do anunciante12XX
Descrição
"MULHERES PORTUGUESAS NA RESISTÊNCIA"
de Rose Nery Nobre de Melo
Introdução de Rose Nery Nobre de Melo
Prefácio de Movimrnto Democrático das Mulheres Portuguesas
1ª Edição de 1975
SEARA NOVA
270 Páginas
Mulheres Portuguesas na Resistência é uma obra fundamental da autoria de Rose Nery Nobre de Melo, publicada em 1975 pela editora Seara Nova. O livro destaca-se como um dos primeiros e mais importantes registos documentais sobre o papel das mulheres no combate à ditadura do Estado Novo e à repressão exercida pela polícia política (PIDE/DGS).
Obra de destaque das resistência das mulheres à repressão do estado novo e da sua polícia política a PIDE/DGS.
Este livro de biografias e de depoimentos, pequena amostra de um número impressionante de mulheres que sofreram os «aljubes» fascistas, é o testemunho de uma época brutal e, simultaneamente, da coragem indomável, da abnegação de luta e da alta dignidade da mulher portuguesa. Não foi por acaso que os miseráveis carrascos da PIDE desceram em minúcia, a métodos, físicos e morais, de tortura, cuja bestialidade não perde em confronto com os da Gestapo nazi. A ditadura terrorista medira bem a força que a luta das mulheres trazia à grande frente de combate antifascista. Medira bem que tal força e pertinácia não estava apenas nas presas sobre que recaíam as suas repugnantes sevícias: estas sevícias visavam atemorizar as mulheres activas nas greves e noutras lutas de fábrica, nas marchas e manifestações do proletariado rural do Sul do País, nas permanentes campanhas de solidariedade e auxílio, por todos os meios, aos perseguidos e encarcerados políticos pelo fascismo, no anonimato das casas e da vida clandestina. Mas a forma como, na primeira linha de combate, nas prisões, as mulheres responderam firmemente era uma prova da derrota fatal do fascismo.
Daí o excepcionalíssimo alcance das páginas exemplares e terríveis deste conjunto de depoimentos. Eles são a afirmação de uma linha que as mulheres portuguesas antifascistas souberam construir inalteravelmente: a unidade, na solidariedade de todos os oprimidos, contra todos os opressores e todos os tipos de opressão.
in Prefácio
---
Rose Nery Nobre de Melo
Nascida em Cabo Verde, na ilha de Santo Antão, mas a residir em Portugal desde 1970, exerceu actividade como educadora infantil e advogada. Empenhou-se em várias acções pelas causas das Mulheres e da Igualdade na Justiça: Conselheira para a Igualdade, formação ministrada pela Comissão da Condição Feminina; em 1980, em parceria com a Juíza Conselheira Helena Lopes, elaborou o dossier "A Violência Está na Lei" entregue na Assembleia da República aos representantes parlamentares dos partidos; no mesmo ano, assinou uma coluna jurídica semanal no suplemento feminino do Diário de Notícias, intitulada "A Camila e a Lei". É autora do (reportagem inquérito) "Mulheres Portuguesas na Resistência" (Seara Nova, 1975). Em 1992, desempenhou funções como Vice-Presidente da Associação Portuguesa das Mulheres Juristas, em 1993, como Secretária para os Países Lusófonos da Fédération International dês Femmes dês Carrières Juridiques. Preside actualmente à Associação A Quinta, projecto para efectivação de um espaço de acolhimento destinado a jovens com problemas. Tem prontos para publicação uma peça de teatro em dois actos, "Que Fazer com Esta Mulher?", e o guião de uma telenovela, "O Sol e a Sombra." "O Holograma Único" é o seu primeiro romance. O Prémio Fnac/Teorema 2009 foi-lhe atribuído por um júri composto por Doris Graça Dias, Rui Zink e Carlos da Veiga Ferreira.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
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Introdução de Rose Nery Nobre de Melo
Prefácio de Movimrnto Democrático das Mulheres Portuguesas
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Mulheres Portuguesas na Resistência é uma obra fundamental da autoria de Rose Nery Nobre de Melo, publicada em 1975 pela editora Seara Nova. O livro destaca-se como um dos primeiros e mais importantes registos documentais sobre o papel das mulheres no combate à ditadura do Estado Novo e à repressão exercida pela polícia política (PIDE/DGS).
Obra de destaque das resistência das mulheres à repressão do estado novo e da sua polícia política a PIDE/DGS.
Este livro de biografias e de depoimentos, pequena amostra de um número impressionante de mulheres que sofreram os «aljubes» fascistas, é o testemunho de uma época brutal e, simultaneamente, da coragem indomável, da abnegação de luta e da alta dignidade da mulher portuguesa. Não foi por acaso que os miseráveis carrascos da PIDE desceram em minúcia, a métodos, físicos e morais, de tortura, cuja bestialidade não perde em confronto com os da Gestapo nazi. A ditadura terrorista medira bem a força que a luta das mulheres trazia à grande frente de combate antifascista. Medira bem que tal força e pertinácia não estava apenas nas presas sobre que recaíam as suas repugnantes sevícias: estas sevícias visavam atemorizar as mulheres activas nas greves e noutras lutas de fábrica, nas marchas e manifestações do proletariado rural do Sul do País, nas permanentes campanhas de solidariedade e auxílio, por todos os meios, aos perseguidos e encarcerados políticos pelo fascismo, no anonimato das casas e da vida clandestina. Mas a forma como, na primeira linha de combate, nas prisões, as mulheres responderam firmemente era uma prova da derrota fatal do fascismo.
Daí o excepcionalíssimo alcance das páginas exemplares e terríveis deste conjunto de depoimentos. Eles são a afirmação de uma linha que as mulheres portuguesas antifascistas souberam construir inalteravelmente: a unidade, na solidariedade de todos os oprimidos, contra todos os opressores e todos os tipos de opressão.
in Prefácio
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Rose Nery Nobre de Melo
Nascida em Cabo Verde, na ilha de Santo Antão, mas a residir em Portugal desde 1970, exerceu actividade como educadora infantil e advogada. Empenhou-se em várias acções pelas causas das Mulheres e da Igualdade na Justiça: Conselheira para a Igualdade, formação ministrada pela Comissão da Condição Feminina; em 1980, em parceria com a Juíza Conselheira Helena Lopes, elaborou o dossier "A Violência Está na Lei" entregue na Assembleia da República aos representantes parlamentares dos partidos; no mesmo ano, assinou uma coluna jurídica semanal no suplemento feminino do Diário de Notícias, intitulada "A Camila e a Lei". É autora do (reportagem inquérito) "Mulheres Portuguesas na Resistência" (Seara Nova, 1975). Em 1992, desempenhou funções como Vice-Presidente da Associação Portuguesa das Mulheres Juristas, em 1993, como Secretária para os Países Lusófonos da Fédération International dês Femmes dês Carrières Juridiques. Preside actualmente à Associação A Quinta, projecto para efectivação de um espaço de acolhimento destinado a jovens com problemas. Tem prontos para publicação uma peça de teatro em dois actos, "Que Fazer com Esta Mulher?", e o guião de uma telenovela, "O Sol e a Sombra." "O Holograma Único" é o seu primeiro romance. O Prémio Fnac/Teorema 2009 foi-lhe atribuído por um júri composto por Doris Graça Dias, Rui Zink e Carlos da Veiga Ferreira.
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