"Nada Tão Importante, Que Não Possa Ser Dito" de José Alberto Oliveira - 1ª Edição de 2007
Preço: 5 €"Nada Tão Importante, Que Não Possa Ser Dito" de José Alberto Oliveira - 1ª Edição de 2007
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Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44679487
- Id do anunciante41II
Descrição
"Nada Tão Importante, Que Não Possa Ser Dito"
de José Alberto Oliveira
1ª Edição de 2007
ASSÍRIO & ALVIM
Coleção Poesia Inédita Portuguesa Nº 111
78 Páginas
O último livro de poesia inédita portuguesa chega-nos pela mão de José Alberto Oliveira. Aqui fica um poema para aguçar o apetite do leitor mais atento:
NADA TÃO IMPORTANTE
Encerrou o século, com muitas janelas
partidas, paredes por rebocar,
tapumes derrubados; os mercados
regurgitam peças sobressalentes,
engrenagens estropiadas.
O cidadão, mosca torpe,
agarra-se ao bordo da mesa,
enquanto o inverno não chega.
Alguns morrem. Com razões de sobra.
Prosperam mecanismos,
outros sufocam, há reclamações
pelo atraso nas partidas.
O circo, caída a noite, parte
esquecida, uma cabra magra
rilha a urtiga das pedras.
---
Médico cardiologista, José Alberto Oliveira (1952-2023) nasceu em Souto da Casa, Fundão . Publicou o seu primeiro livro de poemas em 1992, na Assírio & Alvim, e surpreendeu pelo seu lirismo discreto e pela diversidade temática de aproximação a aspetos do quotidiano, onde além disso são notórias as influências da poesia inglesa. Traduziu Auden, Russell Edson, Frank O Hara e Charles Simic, entre outros. Foi um dos principais colaboradores do livro «Rosa do Mundo 2001 poemas para o futuro».
NOVO - PORTES GRÁTIS
de José Alberto Oliveira
1ª Edição de 2007
ASSÍRIO & ALVIM
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O último livro de poesia inédita portuguesa chega-nos pela mão de José Alberto Oliveira. Aqui fica um poema para aguçar o apetite do leitor mais atento:
NADA TÃO IMPORTANTE
Encerrou o século, com muitas janelas
partidas, paredes por rebocar,
tapumes derrubados; os mercados
regurgitam peças sobressalentes,
engrenagens estropiadas.
O cidadão, mosca torpe,
agarra-se ao bordo da mesa,
enquanto o inverno não chega.
Alguns morrem. Com razões de sobra.
Prosperam mecanismos,
outros sufocam, há reclamações
pelo atraso nas partidas.
O circo, caída a noite, parte
esquecida, uma cabra magra
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Médico cardiologista, José Alberto Oliveira (1952-2023) nasceu em Souto da Casa, Fundão . Publicou o seu primeiro livro de poemas em 1992, na Assírio & Alvim, e surpreendeu pelo seu lirismo discreto e pela diversidade temática de aproximação a aspetos do quotidiano, onde além disso são notórias as influências da poesia inglesa. Traduziu Auden, Russell Edson, Frank O Hara e Charles Simic, entre outros. Foi um dos principais colaboradores do livro «Rosa do Mundo 2001 poemas para o futuro».
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