"Nocturnos" de Gonçalves Crespo - Edição s/d
Preço: 8 €"Nocturnos" de Gonçalves Crespo - Edição s/d
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44331029
- Id do anunciante22DD
Descrição
"Nocturnos"
de Gonçalves Crespo
Edição s/d
Porto Editora
Coleção Portuguesa Nº 8
252 Páginas
O RELÓGIO
No álbum de Eduardo Burnay
Ebúrneo é o mostrador: as horas são de prata
Lê-se a firma Bruguet por baixo do gracioso
Rendilhado ponteiro; a tampa é enorme e chata:
Nela o esmalte produz um quadro delicioso.
Repara: eis um salão: casquilho malicioso
Das festas cortesãs o mimo, a flor, a nata,
Junto a um cravo sonoro a alegre voz desata.
Uma fidalga o escuta ébria de amor e gozo.
Rasga-se ampla a janela; ao longe o olhar descobre
O correto jardim e o parque extenso e nobre.
As nuvens no alto céu flutuam como espumas,
Da paisagem no fundo, em lago transparente,
Onde se espelha o azul e o laranjal frondente,
Um cisne à luz do sol estende as níveas plumas.
Gonçalves Crespo, in 'Nocturnos'
---
António Cândido Gonçalves Crespo nasceu nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil, a 11 de Março de 1846, e faleceu em Lisboa a 11 de Junho de 1883. Veio para Portugal com dez anos de idade. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, sendo colaborador da Folha, jornal de que era diretor João Penha, poeta a introduzir em Portugal o Parnasianismo. Em 1879 foi eleito deputado às Cortes pelo círculo do Estado da Índia. A poesia de Gonçalves Crespo foi influenciada pela escola parnasiana. Tendo casado com a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho, escreveu em colaboração com ela o livro Contos para os Nossos Filhos.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
DOM ESTADO PORTES GRÁTIS
de Gonçalves Crespo
Edição s/d
Porto Editora
Coleção Portuguesa Nº 8
252 Páginas
O RELÓGIO
No álbum de Eduardo Burnay
Ebúrneo é o mostrador: as horas são de prata
Lê-se a firma Bruguet por baixo do gracioso
Rendilhado ponteiro; a tampa é enorme e chata:
Nela o esmalte produz um quadro delicioso.
Repara: eis um salão: casquilho malicioso
Das festas cortesãs o mimo, a flor, a nata,
Junto a um cravo sonoro a alegre voz desata.
Uma fidalga o escuta ébria de amor e gozo.
Rasga-se ampla a janela; ao longe o olhar descobre
O correto jardim e o parque extenso e nobre.
As nuvens no alto céu flutuam como espumas,
Da paisagem no fundo, em lago transparente,
Onde se espelha o azul e o laranjal frondente,
Um cisne à luz do sol estende as níveas plumas.
Gonçalves Crespo, in 'Nocturnos'
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António Cândido Gonçalves Crespo nasceu nos arredores do Rio de Janeiro, Brasil, a 11 de Março de 1846, e faleceu em Lisboa a 11 de Junho de 1883. Veio para Portugal com dez anos de idade. Formou-se em Direito na Universidade de Coimbra, sendo colaborador da Folha, jornal de que era diretor João Penha, poeta a introduzir em Portugal o Parnasianismo. Em 1879 foi eleito deputado às Cortes pelo círculo do Estado da Índia. A poesia de Gonçalves Crespo foi influenciada pela escola parnasiana. Tendo casado com a escritora Maria Amália Vaz de Carvalho, escreveu em colaboração com ela o livro Contos para os Nossos Filhos.
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Raul Ribeiro
Anunciante desde Abr. 2013
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Localização
Lisboa - Cascais - Carcavelos e Parede
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