"NOITE DE ANGÚSTIA" de Castro Soromenho - 2ª Edição de 1943
Preço: 15 €"NOITE DE ANGÚSTIA" de Castro Soromenho - 2ª Edição de 1943
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45178119
- Id do anunciante36VV
Descrição
"NOITE DE ANGÚSTIA"
de Castro Soromenho
Capa de Manuel Ribeiro de Pavia
2ª Edição de 1943
Editorial Inquérito
232 Páginas
A 2.ª edição de Noite de Angústia, romance do escritor neorrealista Castro Soromenho, foi publicada em 1943 pela Editorial Inquérito em Lisboa. Esta obra marcou o verdadeiro nascimento do autor como ficcionista e tornou-se uma referência central na literatura angolana e anticolonial.
Por focar na dura realidade das populações nativas e conter críticas implícitas ao sistema colonial, esta edição enfrentou forte oposição e foi proibida pelo regime do Estado Novo.
---
Fernando Monteiro de CASTRO SOROMENHO (Chinde, 31 de Janeiro de 1910 São Paulo, 18 de Junho de 1968):
"Foi um jornalista, ficcionista e etnólogo moçambicano.
É considerado um escritor do movimento neo-realista português e igualmente um romancista da literatura angolana.
Castro Soromenho nasceu em Moçambique e foi com um ano de idade para Angola. Era filho de Artur Ernesto de Castro Soromenho, governador de Lunda, e de Stela Fernançole de Leça Monteiro, natural do Porto e de família cabo-verdiana. Entre 1916 e 1925 estudou em Lisboa o ensino primário e liceal. Regressou a Angola onde trabalhou para a Companhia de diamantes de Angola e, em seguida, entrou para o quadro administrativo de Angola, na categoria de aspirante, servindo nos sertões do leste da colónia. Posteriormente, torna-se redactor do jornal 'Diário de Luanda'. Em 1937, regressa a Lisboa, colaborando em diversos jornais como: semanário 'Humanidade' do jornal 'Diário Popular', 'A Noite', 'Jornal da Tarde', 'O Século', 'Seara Nova', 'O Diabo', 'O Primeiro de Janeiro' e 'Dom Casmurro'. Encontra-se colaboração jornalística da sua autoria numa crónica sobre os "exploradores portugueses em África", nº 12 do semanário 'Mundo Literário' (1946 1948).
Em 1949, casou-se com Mercedes de la Cuesta na Argentina. Em virtude de fazer críticas ao regime salazarista, foi obrigado a ir para o exílio em França em 1960. Mais tarde foi para os Estados Unidos da América onde foi professor na Universidade do Wisconsin e ministrou o curso de literatura portuguesa. Regressou à França em Agosto de 1961 e colaborou com as revistas 'Présence Africane' e 'Révolution'. Em Dezembro de 1965, foi viver para o Brasil onde faleceu. No Brasil, regeu cursos na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São de Paulo e na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.
Dedicou-se também ao estudo da etnografia angolana, tendo sido um dos fundadores do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo."
ESGOTADO E RARO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Castro Soromenho
Capa de Manuel Ribeiro de Pavia
2ª Edição de 1943
Editorial Inquérito
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A 2.ª edição de Noite de Angústia, romance do escritor neorrealista Castro Soromenho, foi publicada em 1943 pela Editorial Inquérito em Lisboa. Esta obra marcou o verdadeiro nascimento do autor como ficcionista e tornou-se uma referência central na literatura angolana e anticolonial.
Por focar na dura realidade das populações nativas e conter críticas implícitas ao sistema colonial, esta edição enfrentou forte oposição e foi proibida pelo regime do Estado Novo.
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Fernando Monteiro de CASTRO SOROMENHO (Chinde, 31 de Janeiro de 1910 São Paulo, 18 de Junho de 1968):
"Foi um jornalista, ficcionista e etnólogo moçambicano.
É considerado um escritor do movimento neo-realista português e igualmente um romancista da literatura angolana.
Castro Soromenho nasceu em Moçambique e foi com um ano de idade para Angola. Era filho de Artur Ernesto de Castro Soromenho, governador de Lunda, e de Stela Fernançole de Leça Monteiro, natural do Porto e de família cabo-verdiana. Entre 1916 e 1925 estudou em Lisboa o ensino primário e liceal. Regressou a Angola onde trabalhou para a Companhia de diamantes de Angola e, em seguida, entrou para o quadro administrativo de Angola, na categoria de aspirante, servindo nos sertões do leste da colónia. Posteriormente, torna-se redactor do jornal 'Diário de Luanda'. Em 1937, regressa a Lisboa, colaborando em diversos jornais como: semanário 'Humanidade' do jornal 'Diário Popular', 'A Noite', 'Jornal da Tarde', 'O Século', 'Seara Nova', 'O Diabo', 'O Primeiro de Janeiro' e 'Dom Casmurro'. Encontra-se colaboração jornalística da sua autoria numa crónica sobre os "exploradores portugueses em África", nº 12 do semanário 'Mundo Literário' (1946 1948).
Em 1949, casou-se com Mercedes de la Cuesta na Argentina. Em virtude de fazer críticas ao regime salazarista, foi obrigado a ir para o exílio em França em 1960. Mais tarde foi para os Estados Unidos da América onde foi professor na Universidade do Wisconsin e ministrou o curso de literatura portuguesa. Regressou à França em Agosto de 1961 e colaborou com as revistas 'Présence Africane' e 'Révolution'. Em Dezembro de 1965, foi viver para o Brasil onde faleceu. No Brasil, regeu cursos na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São de Paulo e na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Araraquara.
Dedicou-se também ao estudo da etnografia angolana, tendo sido um dos fundadores do Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo."
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