"O Beijo da Mulher Aranha" de Manuel Puig - 1ª Edição de 2003


Especificações


Descrição

"O Beijo da Mulher Aranha"
de Manuel Puig

1ª Edição de 2003
Relógio D'Água
Colecção Ficções
280 Páginas

Em "O beijo da mulher aranha" ,Puig mescla teorias acerca o homossexualismo, filmes antigos , pensamentos dos personagens e uma história de amor.À exceção dos filmes e das teorias o romance não apresenta narrador ocorre apenas por meio de diálogos e relatórios policiais.Me parece que a ausência de narrador não é um simples capricho do autor, é sim uma forma de deixar a história que poderia ser apelativa ou agressiva a leitores mais conservadores mais sutbil e doce. São contadas duas cenas de sexo que se tivessem sido narradas da forma tradicional poderiam chocar muita gente, mas da forma que o autor as mostrou elas são singelas e rápidas, entram meio que sem querer no enredo e saem como se nem tivessem entrado. Outro ponto interessante da estruturação foi os personagens, principalmente Molina que chega a ser tão afeminado que para um leitor menos atento se passa facilmente por mulher sendo assim torna ainda menos chocante e mais apaixonante a história de amor dos prisioneiros pois não chega a ser uma relação entre dois homens adultos e sim entre um homem forte e uma pseudo mulher submissa.O contraste que acontece entre a história de amor central e as história de amor dos filmes que Molina conta também propicia que o livro se torne mais doce, pois a história deles é tão mais real mais próxima das históras de amor das pessoas comuns (se comparadas com as dos filmes) que terminamos por ficar menos sujeitos as nos chocar e mais apaixonados e quando nos damos conta de quem são nos tornamos também menos preconceituosos em relação ao amor homossexual.

Manuel Puig nasce perto de Buenos Aires e morre em no México em 1990. Em 1968, estreia-se na literatura com A traição de Rita Hayworth . Em 1973, Puig deixa a Argentina para instalar-se no México. Em 1976, publica O Beijo da Mulher Aranha . Com os seus romances seguintes, Púbis angelical (1979), Maldição eterna para quem leia estas páginas (1981), Sangue de amor correspondido (1982) e Cai a noite tropical (1988), confirma ser um dos mais importantes escritores argentinos contemporâneos. Valentin Arregui Paz, ideólogo e aspirante a revolucionário, encontra-se encarcerado numa célula de prisão argentina com Luis Molina, homossexual e aspirante a femme fatale. Estabelecem um curioso diálogo sobre as utopias do nosso século: Hollywood e a Revolução. Escrito em 1976 e imediatamente proibido na Argentina, O Beijo da Mulher Aranha foi considerado pela crítica como um dos melhores romances de Manuel Puig. O cinema rendeu-lhe homenagem com um filme inesquecível de Héctor Babenco.

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Manuel Puig nasceu na Argentina em 1932. Estudou Arquitectura em Buenos Aires e, a seguir, em Itália. O seu sonho era escrever guiões para televisão e cinema e várias das suas obras passaram efectivamente à tela, nomeadamente O Beijo da Mulher Aranha.
O seu activismo político de esquerda fê-lo abandonar a Argentina e exilar-se no México. Morreu no exílio em 1990.

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