"O LIVRO DE COZINHA DE APÍCIO" - Um Breviário do Gosto Imperial Romano de Inês de Ornellas e Castro - Edição de 1997


Especificações


Descrição

"O LIVRO DE COZINHA DE APÍCIO"
Um Breviário do Gosto Imperial Romano
Introdução, Tradução e Comentários de Inês de Ornellas e Castro

Edição de 1997
COLARES Editora
288 Páginas
Ilustrado

Convicta de que todo o texto ganha em sentido quando sujeito a diálogo com outros textos do mesmo universo temático, procurei situar o tratado de Apício no conspecto da cozinha e da alimentação romanas. Registei também o contributo da cozinha grega, e, em menor escala, da oriental, e até, quando pertinente, certos vestígios deixados pela gastronomia romana nos hábitos alimentares europeus. As pesquisas apoiam-se nos testemunhos antigos, gregos e latinos, e na autoridade de alguns dos mais reputados estudiosos contemporâneos.
da Introdução
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De re coquinaria (ou Ars Magirica, ou Apicius Culinaris) é um compêndio de receitas culinárias da Roma antiga, de autoria do gastrónomo Marcus Gavius Apicius (25 a.C. 37 d.C.), que ficou conhecido a partir de manuscritos organizados por monges de Fulda nos séculos VIII e IX e editados somente no século XIX. Originalmente escrito em latim, as receitas trazem exemplos de outras culinárias além da romana, como a grega por exemplo.

O livro traz recomendações terapêuticas e, para além de receitas, é objeto de pesquisa sobre aspectos da sociedade do seu tempo e parte de um processo de "construção de saberes culinários". Uma tradição que teve início no período carolíngio e conta um total de vinte manuscritos os três primeiros medievais e os dezessete seguintes renascentistas.

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Marco Gávio Apício (ou simplesmente Apício; em latim Marcus Gavius Apicius) foi um gastrônomo romano do século I suposto escritor do livro De re coquinaria, a melhor fonte para se conhecer a gastronomia do mundo romano. Viveu durante os reinados dos Imperadores Augusto e Tibério. Casou com uma das filhas de Lúcio Élio Sejano.

Apício era conhecido, sobretudo, por suas excentricidades e por sua enorme fortuna pessoal, a qual ele dilapidou no afã de preparar para si os mais refinados alimentos, elaborados com complicadas receitas, algumas atribuídas a ele, como o foie gras feito a partir do fígado de ganso alimentados com figos. Seu desmedido epicurismo levou a que tivessem por ele muita antipatia dos estoicos contemporâneos como Sêneca e Plínio o Velho: É desconhecida data de sua morte, provavelmente ocorrida ao final do reinado de Tibério. Consta tradicionalmente que Apício se suicidou por envenenamento por ter percebido que arruinara sua vida por seus procederes.

Apício foi sem dúvida o primeiro escritor do mundo antigo a dedicar uma especial atenção à gastronomia, sabe-se também que na Grécia Antiga houve também quem dedicasse várias obras ao assunto. A obra De re coquinaria, a qual chegou a nossos dias procedendo do manuscrito do século V, estaria longe, bem diferente, da obra original escrita por Apício (caso ele tenha sido realmente o autor). Muitas diferentes versões do Latim utilizado nos diversos capítulos, muitas incongruências cronológicas linguísticas, partes faltantes (mas citadas no índice em outras parte) levam a pensar que houve diversas compilações e acréscimos sucessivos ao longo de séculos depois da morte do suposto autor, Apício.
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Professora Auxiliar Convidada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde tem vindo a leccionar Latim.

Doutorada em Língua e Cultura Latina na Universidade Nova de Lisboa (2007) com a tese De la table des dieux à la table des hommes. La symbolique de l alimentation dans l Antiquité romaine (L' Harmattan, 2011).

Organizou e foi docente em cursos livres sobre história da alimentação. Autora de várias traduções de autores Gregos e Latinos, de textos de medicina neo-latinos, de artigos sobre a história cultural do corpo e da alimentação na Antiguidade e época Moderna. Tem vindo a dedicar-se, sobretudo, à tradução e ao estudo de textos de arte médica neo-latinos de autores portugeses.

É, desde 2007, membro da Comissão Executiva do Instituto de Estudos de Literatura e Tradicão (FC.S.H - U.N.L.), onde dirige a linha de investigação Património imaterial e imaginario cultural, é Co-coordenadora com Carmen Soares do projecto transdisciplinar DIAITA - Patrimónios Alimentares da Lusofonia, é membro do Institut Européen d Histoire et Culture de l Alimentation e já integrou, na qualidade de latinista quatro projectos nacionais financiados e cinco internacionais igualmente financiados.

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