"O SÉCULO DE SARTRE" de Bernard-Henri Lévy - 1ª Edição de 2000


Especificações


Descrição

"O SÉCULO DE SARTRE"
de Bernard-Henri Lévy

1ª Edição de 2000
QUETZAL Editores
712 Páginas

Este "Século Sartre" é, antes de tudo, uma era, a nossa, um tempo de esperança e desilusão, utopias e cegueira, do qual Sartre foi, para o bem ou para o mal, a figura dominante. Como pôde este homem monumental, em sua única vida, moldar tão profundamente seu tempo? Por qual feito metafísico, político, literário, existencial ele conseguiu personificar tão perfeitamente essas épocas de convulsão e fervor? Este é o enigma que esta investigação filosófica se propõe a explorar... Outro enigma surge imediatamente. Sartre, mas qual deles? O que o espírito livre de A Náusea e o companheiro stalinista que o sucedeu têm em comum? O que o stendhaliano da Guerra de Mentira e o ativista da Guerra Fria têm em comum? Entre o filósofo brilhante que, muito cedo, descobriu todas as vacinas antitotalitárias e o intelectual menos memorável que, mais tarde, negligenciou se imunizar com elas? Daí a pergunta: como um intelectual consegue pensar sobre o mal enquanto consente, quando chega a hora, em sucumbir a ele? Esta investigação, enfim, percorre todas as figuras, todos os impulsos que acompanharam Sartre em seu século. Céline e Gide. O compromisso e Flaubert. Bergson e Heidegger. Hegel, Nietzsche e os maoístas. O Diabo e Deus. Veneza, os bastidores dos teatros, o Terceiro Mundo e o Castor. Isso compõe um tumulto de ideias, eventos, desafios, derrotas e tragédias que mantêm nossa modernidade cativa. Ouvimos nele o murmúrio de uma era que se aproxima do fim. Talvez possamos discernir as características definidoras da era vindoura.

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Bernard-Henri Lévy nasceu na Argélia, a 5 de novembro de 1948, tendo partido com a família para França pouco depois.
Epistemólogo de formação, ingressou na filosofia pela porta da história das ciências e tornou-se um dos líderes dos chamados Nouveaux, corrente filosófica, mediática e editorial que surgiu em meados dos anos 70 do século XX, representada sobretudo por militantes oriundos da esquerda maoista francesa, envolvidos na crítica ao totalitarismo.
O filósofo e escritor foi considerado pelo The Boston Globe «talvez o mais proeminente intelectual na França da atualidade».
Assina uma crónica semanal, Le Bloc-Notes, na revista Le Point e conta com dezenas de livros publicados, entre os quais La Barbarie à visage humain (1977), o seu monumental Le Siècle de Sartre (2000), Réflexions sur la guerre, Le mal et la fin de l histoire (2001), Qui a tué Daniel Pearl? (2003) Prémio Livros e Direitos do Homem, o vivíssimo diálogo com Michel Houellebecq em Ennemis publics (2008), Pièces d identité (2010) Prémio Saint-Simon, ou L Esprit du judaïsme (2016). Na Guerra e Paz editores, publicou Este Vírus Que Nos Enlouquece, sobre a crise provocada pela covid-19, e agora Solidão de Israel, resposta à barbárie do Hamas no 7 de outubro de 2023 e à guerra que se seguiu.

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