"O 'Socialismo' que eu Vivi" - Testemunho de uma ex-dirigente do PCP de Cândida Ventura - 2ª Edição de 1984


Especificações


Descrição

"O 'Socialismo' que eu Vivi"
Testemunho de uma ex-dirigente do PCP
de Cândida Ventura

2ª Edição de 1984
Edições O Jornal
272 Páginas
Ilustrado em extratexto

A vida de Cândida Ventura é um notável exemplo de coragem. Militante do Partido Comunista Português desde os anos 30, foi uma das primeiras mulheres a ocupar cargos de destaque no Comité Central. Viveu na clandestinidade, conheceu as agruras da prisão, e, desde cedo, teve também problemas disciplinares no seio do partido, por pensar pela sua cabeça e expressar as suas opiniões. Representante do PCP na Checoslováquia, durante os anos 60, foi testemunha da Primavera de Praga e da ocupação soviética. Desde então consagrou a sua luta a denunciar as ilusões do «socialismo que viveu», acabando por abandonar o partido nos anos 70.

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Cândida Margarida Ventura (Lourenço Marques, 30 de junho de 1918 Portimão, 16 de dezembro de 2015) foi uma militante comunista portuguesa. Foi a primeira mulher ter um cargo de dirigente no Partido Comunista Português (PCP).

Estava em Praga quando se deu a Primavera de Praga e assistiu em directo à invasão do país pelas tropas do Pacto de Varsóvia. Estes dois acontecimentos e a sua amizade com Dub ek e London, levaram-na a colocar as directivas do partido em causa e o comunismo em si. Mesmo assim, recusou-se a assinar a mensagem que outros exilados comunistas pretendiam enviar às autoridades checoslovacas e às embaixadas dos países do pacto de Varsóvia, cujas tropas ocuparam o país, condenando o acto. Preferiu manter o seu posto, para desta forma poder ajudar os que entretanto passaram para a resistência.

Regressou a Portugal após o 25 de Abril de 1974, em 1975. Cândida, em pleno PREC (Processo Revolucionário em Curso), denunciou o que se passava, naquela que era na altura a Europa de Leste, atitude que a leva a entrar cada vez mais em choque com as directivas do partido, que acaba por abandonar em 1976. De dirigente passou a dissidente do PCP.

Sem nunca abandonar completamente a política, foi funcionária do Ministério dos Negócios Estrangeiros e trabalhou como professora.

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