"O Teatro de Goldoni no Portugal de Setecentos" de Maria João Almeida - 1ª Edição de 2007
Preço: 15 €"O Teatro de Goldoni no Portugal de Setecentos" de Maria João Almeida - 1ª Edição de 2007
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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- Id do anunciante7zz
Descrição
"O Teatro de Goldoni no Portugal de Setecentos"
de Maria João Almeida
1ª Edição de 2007
INCN - Imprensa Nacional Casa da Moeda
Coleção Temas Portuguesas
414 Páginas
Tiragem de 800 Exemplares
O nosso interesse pelo estudo de Goldoni e da sua obra em Portugal tem a sua origem mais remota na actividade docente que, sob a orientação do Prof. Costa Miranda, vínhamos desenvolvendo na disciplina de Literatura italiana. Com frequência os assuntos de trabalho recaíam em Goldoni, por dois motivos associados. Por um lado, encontravam-se em fase de publicação em Itália, em meados da década de 1990, vários estudos na sequência das comemorações do Bicentenário da morte do veneziano. Por outro lado, Costa Miranda notava andarem por ali perspectivas novas e visões actualizadas de textos e contextos que vinham complementar o muito que já se fizera em décadas anteriores.
Com sua atenção de muitos anos prestada a Goldoni, quer em Itália, quer em Portugal, delineando-lhe em vários trabalhos o perfil e a fortuna de comediógrafo nos palcos e prelos do nosso país de Setecentos, Costa Miranda admitia ser oportuno o tempo de se revisitar o autor. Não apenas por estas razões nos sugeria o estudo de Goldoni como, sobretudo, se dizia crente de que esse estudo poderia constituir um campo de investigação muito promissora, ao mesmo tempo que necessária ao melhor conhecimento de Goldoni em Portugal, sobretudo se viesse a ter a amplitude de uma Tese de Doutoramento.
Não havendo lugar para dúvidas acerca da oportunidade epocal e do interesse científico da sugestão, ficava aberto o desafio sobre qual a melhor orientação para definir um objecto goldoniano de indagação adequado a uma tese. Como aliás previa o nosso mestre de italianística, as ideias começavam a ordenar-se ao darmo-nos conta da extraordinária difusão europeia da produção comediográfica e libretística daquele autor no decurso da segunda metade do século XVIII.
Ao mesmo tempo que nos cativava esta notável fortuna surpreendia-nos a mole imensa de traduções, que em números redondos se contam na ordem das três centenas, feitas em mais de uma dezena de línguas por toda a Europa até ao final de Setecentos. Mas, acima de tudo, atraía-nos o facto, atestado por Costa Miranda, de uma larga fatia desse total de traduções se dever às versões nacionais, até então divulgadas, primeiro, por Giuseppe Carlo Rossi e, na sequência deste, pelo próprio Costa Miranda.
Mas eram também palpáveis os motivos para se supor que tais traduções portuguesas constituíam apenas a parte mais visível, porque subsistente em suporte papel, de um fenómeno de proporções ignoradas e que, por hipótese, teria ganho os seus fundamentais contornos em palco. Ficava-nos, assim, como que exposto, por força deste desenvolvimento dos factos empíricos, um território repleto de silêncios e de lacunas, motivo para interrogações e conjecturas.
As mais importantes questões que se nos começaram a colocar na elaboração de um plano de trabalho incidiram, por isso, admitindo uma ordem lógica plausível, provisória, sobre os seguintes aspectos gerais: 1) que mecanismos teriam orientado a difusão de Goldoni em Portugal; 2) quais seriam as suas vias de penetração, admitindo que constituíssem um aspecto particular de um processo de italianização; 3) porque motivo se implantara de modo tão expressivo nos palcos portugueses, quer a sua comediografia, quer os seus dramas jocosos para música; 4) que moldura de época lhe servira de quadro contextual, político e cultural; e, questões que pensamos serem essenciais, tais como: 5) com que motivações e fundamentos o sistema teatral português de Setecentos se apropriara de Goldoni e o integrara no seu repertório; 6) a que saber hipoteticamente novo nos poderá levar a tentativa de reconstituição das condições de produção teatral em Portugal, na corte e teatros públicos.
O caminho que delimitámos, mediante tentativas de entendimento do processo goldoniano, constitui um modo de procedimento heurístico que tomámos como plano-guia de trabalho, tendo em vista, em primeiro lugar, a fase de investigação e, em segundo lugar, em caso auspicioso, o modelo formal e prático de Tese.
---
Maria João Almeida
Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Doutorada em Estudos Literários tese: Goldoni e o sistema teatral português (século XVIII)
Principais áreas de investigação
História do Teatro em Portugal (séc. XVIII)
Teatro italiano (séc. XVI-XVIII)
Commedia dell Arte
Goldoni em Portugal
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Maria João Almeida
1ª Edição de 2007
INCN - Imprensa Nacional Casa da Moeda
Coleção Temas Portuguesas
414 Páginas
Tiragem de 800 Exemplares
O nosso interesse pelo estudo de Goldoni e da sua obra em Portugal tem a sua origem mais remota na actividade docente que, sob a orientação do Prof. Costa Miranda, vínhamos desenvolvendo na disciplina de Literatura italiana. Com frequência os assuntos de trabalho recaíam em Goldoni, por dois motivos associados. Por um lado, encontravam-se em fase de publicação em Itália, em meados da década de 1990, vários estudos na sequência das comemorações do Bicentenário da morte do veneziano. Por outro lado, Costa Miranda notava andarem por ali perspectivas novas e visões actualizadas de textos e contextos que vinham complementar o muito que já se fizera em décadas anteriores.
Com sua atenção de muitos anos prestada a Goldoni, quer em Itália, quer em Portugal, delineando-lhe em vários trabalhos o perfil e a fortuna de comediógrafo nos palcos e prelos do nosso país de Setecentos, Costa Miranda admitia ser oportuno o tempo de se revisitar o autor. Não apenas por estas razões nos sugeria o estudo de Goldoni como, sobretudo, se dizia crente de que esse estudo poderia constituir um campo de investigação muito promissora, ao mesmo tempo que necessária ao melhor conhecimento de Goldoni em Portugal, sobretudo se viesse a ter a amplitude de uma Tese de Doutoramento.
Não havendo lugar para dúvidas acerca da oportunidade epocal e do interesse científico da sugestão, ficava aberto o desafio sobre qual a melhor orientação para definir um objecto goldoniano de indagação adequado a uma tese. Como aliás previa o nosso mestre de italianística, as ideias começavam a ordenar-se ao darmo-nos conta da extraordinária difusão europeia da produção comediográfica e libretística daquele autor no decurso da segunda metade do século XVIII.
Ao mesmo tempo que nos cativava esta notável fortuna surpreendia-nos a mole imensa de traduções, que em números redondos se contam na ordem das três centenas, feitas em mais de uma dezena de línguas por toda a Europa até ao final de Setecentos. Mas, acima de tudo, atraía-nos o facto, atestado por Costa Miranda, de uma larga fatia desse total de traduções se dever às versões nacionais, até então divulgadas, primeiro, por Giuseppe Carlo Rossi e, na sequência deste, pelo próprio Costa Miranda.
Mas eram também palpáveis os motivos para se supor que tais traduções portuguesas constituíam apenas a parte mais visível, porque subsistente em suporte papel, de um fenómeno de proporções ignoradas e que, por hipótese, teria ganho os seus fundamentais contornos em palco. Ficava-nos, assim, como que exposto, por força deste desenvolvimento dos factos empíricos, um território repleto de silêncios e de lacunas, motivo para interrogações e conjecturas.
As mais importantes questões que se nos começaram a colocar na elaboração de um plano de trabalho incidiram, por isso, admitindo uma ordem lógica plausível, provisória, sobre os seguintes aspectos gerais: 1) que mecanismos teriam orientado a difusão de Goldoni em Portugal; 2) quais seriam as suas vias de penetração, admitindo que constituíssem um aspecto particular de um processo de italianização; 3) porque motivo se implantara de modo tão expressivo nos palcos portugueses, quer a sua comediografia, quer os seus dramas jocosos para música; 4) que moldura de época lhe servira de quadro contextual, político e cultural; e, questões que pensamos serem essenciais, tais como: 5) com que motivações e fundamentos o sistema teatral português de Setecentos se apropriara de Goldoni e o integrara no seu repertório; 6) a que saber hipoteticamente novo nos poderá levar a tentativa de reconstituição das condições de produção teatral em Portugal, na corte e teatros públicos.
O caminho que delimitámos, mediante tentativas de entendimento do processo goldoniano, constitui um modo de procedimento heurístico que tomámos como plano-guia de trabalho, tendo em vista, em primeiro lugar, a fase de investigação e, em segundo lugar, em caso auspicioso, o modelo formal e prático de Tese.
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