"O TEMPO ESSE GRANDE ESCULTOR" de Marguerite Yourcenar - 1ª Edição de 1984


Especificações


Descrição

"O TEMPO ESSE GRANDE ESCULTOR"
de Marguerite Yourcenar

1ª Edição de 1984
DIFEL Editorial
Coleção Literatura Estrangeira
190 Páginas

Sob o título O Tempo esse Grande Escultor, Marguerite Yourcenar juntou ensaios muito diversos e na sua maioria recentes, onde dominam alguns dos seus temas preferidos: a história com páginas consagradas ao advento do cristianismo em Inglaterra ; a arte através dos textos sobre a pintura de Dürer , ou a militância energética em prol do respeito pela Natureza. Mas a autora não deixa de lado o mundo moderno e dá-nos conta das suas reflexões sobre «a sinistra facilidade de morrer» que sentiram aqueles que, nos anos setenta, se imolaram pelo fogo em sinal de protesto.
O gosto de Yourcenar pelas civilizações orientais exprime-se através de estudos sobre «a nobreza da derrota» dos guerreiros japoneses, sobre o erotismo da Índia medieval ou o budismo Tântrico. A escritora refere-se também ao seu próprio trabalho explicando, por exemplo, o método rigoroso exigido pelo romance histórico.
Estes ensaios formam um conjunto heterogéneo que é, no seu todo, uma reflexão sobre o passado e o presente, o gosto pela arte e pela meditação sobre a vida. O pensamento de Yourcenar é aqui, como nos seus outros livros, de uma densidade admiravelmente servida por uma prosa fora do comum cuja força atinge por vezes a do discurso poético.

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Marguerite Yourcenar
Pseudónimo da escritora francesa Marguerite de Crayencour (1903 a 1987), nascida em Bruxelas e que veio a naturalizar-se americana. As suas Mémoires d'Hadrien (Memórias de Adriano,1952) tornaram-na internacionalmente conhecida. Este sucesso seria confirmado com L'Öuvre au Noir (A Obra ao Negro, 1968), uma biografia imaginária de um herói do século XVI atraído pelo hermetismo e a ciência. Publicou ainda poemas, ensaios (Sous bénéfice d'inventaire, 1978) e memórias (Archives du Nord, 1977), manifestando uma atração pela Grécia e pelo misticismo oriental patente em trabalhos como Mishima ou la vision du vide (1981) e Comme l'eau qui coule (1982). Foi a primeira mulher de Letras a ser eleita para a Academia Francesa.

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