"O VAGABUNDO DAS MÃOS DE OIRO" de Romeu Correia - 1ª Edição de 1960


Especificações


Descrição

"O VAGABUNDO DAS MÃOS DE OIRO"
Farsa em 3 Actos
de Romeu Correia

Capa de Luís Suarez

1ª Edição de 1960
Edição do Autor
138 Páginas

A primeira edição de "O Vagabundo das Mãos de Oiro", de Romeu Correia, foi publicada em edição do autor e impressa em 1960 na Tipografia Machado, em Almada. Esta obra é uma farsa dramática em três atos, considerada uma das peças mais emblemáticas do autor e um marco do teatro português contemporâneo.

A história narra o percurso de Mestre Albino, um "bonecreiro" que abandona a estabilidade de uma vida burguesa para se tornar um saltimbanco. Através dos seus fantoches, ele recria e alucina a sua própria história familiar e social, estabelecendo um contraste crítico entre o meio urbano e o rural.

A peça foi representada pela primeira vez em 1962 pelo Teatro Experimental do Porto, ano em que recebeu o Prémio da Crítica de Teatro

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Romeu Correia (Almada, 1917 a 1996) foi escritor e dramaturgo. Colaborou em várias publicações como o suplemento cultural de O Comércio do Porto, Vértice, Sílex e Jornal Record, mas foi como ficcionista e dramaturgo que se destacou, inserindo-se inicialmente na corrente Neorrealista.
As suas obras são marcadas por uma forte ligação às fontes da literatura oral popular, e decorrem frequentemente em ambientes como os do circo, das feiras, do teatro de fantoches ou outros grupos marginais à sociedade, aliando, porém, estas características a técnicas dramáticas do teatro de vanguarda. Paralelamente à carreira literária, Romeu Correia foi atleta de competição em atletismo, chegando a ser campeão de boxe amador.
É autor das peças teatrais Casaco de Fogo (1953), Céu da Minha Rua (1955), O Vagabundo das Mãos de Ouro (1960), Bocage (1965), Cravo Espanhol (1970), entre outras. No género romance assinou obras como Trapo Azul (1948), Calamento (1950), Bonecos de Luz (1961), Tritão (1982) e Cais do Ginjal (1989). Ao longo da sua carreira obteve as seguintes distinções: Prémio da Crítica Teatral (1962), Óscar de Honra da Casa da Imprensa (1962), Prémio da Imprensa Regional (1965), Prémio da Casa da Imprensa (1972), Prémio Académico Ricardo Malheiros (1976) e o Prémio 25 de Abril da Associação de Críticos de Teatro (1984).
Nos últimos anos da sua vida, Romeu Correia foi um dos dramaturgos mais representados por grupos amadores e profissionais de teatro em Portugal.

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