"O Visitante Real" de Henrik Pontoppidan - Edição de 2004 - PRÉMIO NOBEL DE 1917


Especificações


Descrição

"O Visitante Real"
de Henrik Pontoppidan

Edição de 2004
Bibliotex Editor/Diário de Notícias
Coleção Prémio Nobel
224 Páginas

Henrik Pontoppidan é um escritor dinamarquês que ficou famoso por três romances, mais propriamente três sagas, porque cada um deles foi publicado em vários volumes, que lhe valeram o Prémio Nobel de Literatura de 1917, partilhado com outro escritor na mesma nacionalidade. Nestas obras monumentais, publicadas entre 1890 e 1916, descreve a evolução da sociedade dinamarquesa entre finais do século XIX e princípios do século XX.

Mas, em paralelo com aquelas obras, foi escrevendo outras obras mais curtas, como contos e novelas. Um tema central na maior parte destas histórias são as dificuldades de lidar com a nova tolerância, abertura de espírito e democratização que são introduzidas pela transição da sociedade, como a descreveu nas sagas referidas. Outro tema frequente é o conflito entre a natureza masculina introvertida e fechada e a vitalidade da mulher. Na verdade, se pensarmos bem, o homem é tendencialmente mais reservado, mais racional e mais ponderado do que a mulher, mais dinâmica, mais ativa e mais temerária do que o homem. São estes os temas das quatro novelas recolhidas neste livro.

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Henrik Pontoppidan (Fredericia, 24 de Julho de 1857 Copenhaga, 21 de Agosto de 1943) foi um escritor dinamarquês.

Foi galardoado com o Nobel de Literatura de 1917.

Em contos prosaicos descreve impiedosamente a vida dos camponeses e dos proletários do país, com quem ele vivia em contacto próximo. Ele foi talvez o primeiro escritor dinamarquês progressista a quebrar com o retrato idealizado dos agricultores. Os contos desta época estão recolhidos em Landsbybilleder (Retratos de Aldeia, 1883) e Fra Hytterne (A partir das Cabanas, 1887). É de importância a colectânea de contos políticos de 1890 Skyer (Nuvens), uma descrição mordaz da Dinamarca sob a autoritária semi-ditadura dos Conservadores, tanto condenando os opressores como desprezando a falta de insatisfação dos dinamarqueses. Após este período, ele concentrou-se cada vez mais em problemas psicológicos e naturalistas sem desistir do seu compromisso social. A revisão em 1889 de Messias por Pontoppidan e a sua peça Den gamle Adam (O velho Adão) de 1890 foram publicadas anonimamente e desencadearam uma polémica após serem acusadas de blasfemas. O editor Ernst Brandes foi multado em 300 coroas por "Messias", em dezembro de 1891, tendo-se suicidado em 1892.

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