"OS PREGOS NA ERVA" de Maria Gabriela Llansol - 2ª Edição de 1987
Preço: 20 €"OS PREGOS NA ERVA" de Maria Gabriela Llansol - 2ª Edição de 1987
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45473730
- Id do anunciante78YY
Descrição
"OS PREGOS NA ERVA"
de Maria Gabriela Llansol
"O Limite Fluído" - Estudo de Augusto Joaquim sobre a obra da Autora
2ª Edição de 1987 (1ª Edição nesta Editora)
Edições Rolim
228 Páginas
Os Pregos na Erva
Da autoria de Maria Gabriela Llansol, acolhidos com um misto de perplexidade, indiferença e até reprovação pela crítica, para Augusto Joaquim, autor do posfácio à 2.ª edição de Pregos na Erva, a cultura portuguesa no início dos anos 60 ainda não estava preparada para compreender a novidade ficcional trazida por estes contos. Nascida da intenção de "provocar no leitor um desejo de mais-real em mostrar fulgurâncias-de-Belo tais que o leitor é levado a com-partilhar o real que se desvenda no texto, mas sem intriga, sem apoio de identificação, sem ficção, mas sem figuras", a escrita de Llansol estabelece com o leitor um contrato de exigência que decorre da compreensão da arte como forma de conhecimento. Densamente construídos, numa narração onde nenhuma palavra ou expressão surge por acaso, mas é indispensável para a reconstituição, numa segunda leitura, dos significados do texto, os contos apresentam situações e trajetórias humanas, protagonizadas por personagens precárias, frequentemente ameaçadas pela morte, e cujas referências familiares, sociais, políticas ou nacionais desconhecemos. Entre a narratividade tradicional e uma estrutura próxima do drama estático, os contos encontram uma unidade na tessitura de símbolos e alegorias da cultura bíblica judaico-cristã - que codificam alguns dos sentidos de vários contos - e em determinadas recorrências (o cão, o amarelo e o negro, a cruz, a árvore, etc.) que conferem à realidade a categoria de cenário especialmente construído para a materialização de fragmentos de discursos, de estados e de percursos, através dos quais a autora, como Pedro de "A Manhã Morta", procura "uma substância onde esta multiplicidade se unificasse e permanecesse com uma face real" (p. 85).
---
MARIA GABRIELA LLANSOL nasceu a 24 de Novembro de 1931, em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Regressou há alguns anos a Portugal. É um caso ímpar na ficção contemporânea, de jorrante, inesperada e original criatividade. De estilo muito próprio, a sua forte personalidade afirmou-se desde 1957, com as narrativas de Os Pregos na Erva, consolidando-se com O Livro das Comunidades, 1978, e com todas as suas obras posteriores, de que poderemos salientar A Restante Vida, 1978, e Um Beijo Dado mais tarde, 1990, e Lisboaleipzig, 1994 e 1995. Aliando a subjectividade enunciativa a um forte pendor mítico de implicação lírica, que funda numa visão da vida e do mundo de tipo religioso herético, sensualista e naturalista, a sua ficção caracteriza-se por uma hibridez de registos e de convocação, temporal e espacial de entidades, que no entanto assume uma coesão que lhe é dada por uma marca discursiva persistente e inconfundível. Faleceu a 3 de Março de 2008, em Sintra.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
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Da autoria de Maria Gabriela Llansol, acolhidos com um misto de perplexidade, indiferença e até reprovação pela crítica, para Augusto Joaquim, autor do posfácio à 2.ª edição de Pregos na Erva, a cultura portuguesa no início dos anos 60 ainda não estava preparada para compreender a novidade ficcional trazida por estes contos. Nascida da intenção de "provocar no leitor um desejo de mais-real em mostrar fulgurâncias-de-Belo tais que o leitor é levado a com-partilhar o real que se desvenda no texto, mas sem intriga, sem apoio de identificação, sem ficção, mas sem figuras", a escrita de Llansol estabelece com o leitor um contrato de exigência que decorre da compreensão da arte como forma de conhecimento. Densamente construídos, numa narração onde nenhuma palavra ou expressão surge por acaso, mas é indispensável para a reconstituição, numa segunda leitura, dos significados do texto, os contos apresentam situações e trajetórias humanas, protagonizadas por personagens precárias, frequentemente ameaçadas pela morte, e cujas referências familiares, sociais, políticas ou nacionais desconhecemos. Entre a narratividade tradicional e uma estrutura próxima do drama estático, os contos encontram uma unidade na tessitura de símbolos e alegorias da cultura bíblica judaico-cristã - que codificam alguns dos sentidos de vários contos - e em determinadas recorrências (o cão, o amarelo e o negro, a cruz, a árvore, etc.) que conferem à realidade a categoria de cenário especialmente construído para a materialização de fragmentos de discursos, de estados e de percursos, através dos quais a autora, como Pedro de "A Manhã Morta", procura "uma substância onde esta multiplicidade se unificasse e permanecesse com uma face real" (p. 85).
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MARIA GABRIELA LLANSOL nasceu a 24 de Novembro de 1931, em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Regressou há alguns anos a Portugal. É um caso ímpar na ficção contemporânea, de jorrante, inesperada e original criatividade. De estilo muito próprio, a sua forte personalidade afirmou-se desde 1957, com as narrativas de Os Pregos na Erva, consolidando-se com O Livro das Comunidades, 1978, e com todas as suas obras posteriores, de que poderemos salientar A Restante Vida, 1978, e Um Beijo Dado mais tarde, 1990, e Lisboaleipzig, 1994 e 1995. Aliando a subjectividade enunciativa a um forte pendor mítico de implicação lírica, que funda numa visão da vida e do mundo de tipo religioso herético, sensualista e naturalista, a sua ficção caracteriza-se por uma hibridez de registos e de convocação, temporal e espacial de entidades, que no entanto assume uma coesão que lhe é dada por uma marca discursiva persistente e inconfundível. Faleceu a 3 de Março de 2008, em Sintra.
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