"PEDRO, O CRU" de António Patrício - Edição de 1988
Preço: 10 €"PEDRO, O CRU" de António Patrício - Edição de 1988
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44752775
- Id do anunciante29KK
Descrição
"PEDRO, O CRU"
de António Patrício
Capa de Maria Keil do Amaral
Edição de 1988
Livraria Estante Editora
Coleção Teatro Nº 4
128 Páginas
Cheiras a podre. Saboreio o teu cheiro como um corvo. Melhor do que o das rosas que me deste. Estou certo que os vermes mesmo se arrastam no teu corpo com doçura, diz Pedro a Inês, a quem desenterrou com as suas próprias mãos e conserva morta nos seus braços: Pedro é o retrato da saudade, uma contradição viva de desespero e alegria louca do que amou e perdeu.
Embora seja uma peça de teatro em 4 actos escrita em 1918, é, na verdade, um magnífico poema saudosista onde o simbolismo reina e se projecta ao mais alto nível e que vai culminar na última cena, não apenas pela qualidade da escrita como pela coerência da acção.
---
Filho de uma família burguesa da cidade do Porto, António Patrício (Porto, 7 de março de 1878 Macau, 4 de junho de 1930). Frequentou a Escola Naval, em Lisboa, mas é em Medicina que acaba por se formar, em 1908. Depois de implantada a República, António Patrício é nomeado cônsul de Portugal na Corunha, iniciando uma carreira diplomática que o levou a Cantão, Manaus, Bremen, Atenas e Istambul.
Enquanto escritor deixou obras em poesia e prosa, nomeadamente contos e peças de teatro. Nos seus livros refletem-se tendências simbolistas, decadentistas e saudosistas ligadas a uma escrita esteticamente cuidada e sensível.
ESGOTADO NESTA EDIÇÃO
COMO NOVO - PORTES GRÁTIS
de António Patrício
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Cheiras a podre. Saboreio o teu cheiro como um corvo. Melhor do que o das rosas que me deste. Estou certo que os vermes mesmo se arrastam no teu corpo com doçura, diz Pedro a Inês, a quem desenterrou com as suas próprias mãos e conserva morta nos seus braços: Pedro é o retrato da saudade, uma contradição viva de desespero e alegria louca do que amou e perdeu.
Embora seja uma peça de teatro em 4 actos escrita em 1918, é, na verdade, um magnífico poema saudosista onde o simbolismo reina e se projecta ao mais alto nível e que vai culminar na última cena, não apenas pela qualidade da escrita como pela coerência da acção.
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Filho de uma família burguesa da cidade do Porto, António Patrício (Porto, 7 de março de 1878 Macau, 4 de junho de 1930). Frequentou a Escola Naval, em Lisboa, mas é em Medicina que acaba por se formar, em 1908. Depois de implantada a República, António Patrício é nomeado cônsul de Portugal na Corunha, iniciando uma carreira diplomática que o levou a Cantão, Manaus, Bremen, Atenas e Istambul.
Enquanto escritor deixou obras em poesia e prosa, nomeadamente contos e peças de teatro. Nos seus livros refletem-se tendências simbolistas, decadentistas e saudosistas ligadas a uma escrita esteticamente cuidada e sensível.
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Localização
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