"POESIA PORTUGUESA ERÓTICA E Satírica Séculos XVIII XIX" Edições Afrodite - 1ª Edição de 1975
Preço: 40 €"POESIA PORTUGUESA ERÓTICA E Satírica Séculos XVIII XIX" Edições Afrodite - 1ª Edição de 1975
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44740157
- Id do anunciante11KK
Descrição
"POESIA PORTUGUESA ERÓTICA E SATIRICA Séculos XVIII XIX"
Selecção, Prefácio e Notas de José Martins Garcia
Ilustrações e capa de Henrique Manuel
1ª Edição de 1975
Fernando Ribeiro de Mello / Edições AFRODITE
Coleção Afrodite
374 Páginas
A literatura erótica de uma comunidade constitui a mais genuína expressão da sua liberdade ou da sua frustração, da sua capacidade criadora ou da sua inibição. No caso português, a linguagem relativamente livre da obra de um Gil Vicente traduz uma concepção socio-cultural que a Inquisição não tolerou. Para a Inquisição e para o privilégio católico-feudal que ela defendia, a regra não podia deixar de ser a proscrição do sexo .Todos os opressores da inteligência, os coetâneos como os futuros, sentiram a necessidade de subtrair esta poesia o grande público. O público não deve ter acesso à miséria sexual daqueles que passam por excelentes mentores dos povos. Neste jogo hipócrita que se prolonga até aos nossos dias, colaboram os moralistas de todos os escalões sociais, mesmo aqueles que, famintos de pão e de parceiro sexual, emitem pareceres reprovadores, porque nem coragem têm de sonhar a liberdade. Nenhum poder encara com agrado que alguém fale do sexo . A nossa sociedade não é muito diferente daquela que perseguiu Sigmund Freud. Muito menos simpatia merecerá tal matéria, se ele nos vem revelar traumatismos, deformações, chagas, miséria as consequências do permanente colonialismo que nos têm imposto.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
Selecção, Prefácio e Notas de José Martins Garcia
Ilustrações e capa de Henrique Manuel
1ª Edição de 1975
Fernando Ribeiro de Mello / Edições AFRODITE
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A literatura erótica de uma comunidade constitui a mais genuína expressão da sua liberdade ou da sua frustração, da sua capacidade criadora ou da sua inibição. No caso português, a linguagem relativamente livre da obra de um Gil Vicente traduz uma concepção socio-cultural que a Inquisição não tolerou. Para a Inquisição e para o privilégio católico-feudal que ela defendia, a regra não podia deixar de ser a proscrição do sexo .Todos os opressores da inteligência, os coetâneos como os futuros, sentiram a necessidade de subtrair esta poesia o grande público. O público não deve ter acesso à miséria sexual daqueles que passam por excelentes mentores dos povos. Neste jogo hipócrita que se prolonga até aos nossos dias, colaboram os moralistas de todos os escalões sociais, mesmo aqueles que, famintos de pão e de parceiro sexual, emitem pareceres reprovadores, porque nem coragem têm de sonhar a liberdade. Nenhum poder encara com agrado que alguém fale do sexo . A nossa sociedade não é muito diferente daquela que perseguiu Sigmund Freud. Muito menos simpatia merecerá tal matéria, se ele nos vem revelar traumatismos, deformações, chagas, miséria as consequências do permanente colonialismo que nos têm imposto.
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