"POESIAS COMPLETAS" 1956 a 1967 de António Gedeão - 3ª Edição de 1971
Preço: 15 €"POESIAS COMPLETAS" 1956 a 1967 de António Gedeão - 3ª Edição de 1971
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Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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Descrição
"POESIAS COMPLETAS" 1956 a 1967
de António Gedeão
Introdução:
A Poesia de António Gedeão (Esboço de análise objectiva) por Jorge de Sena
3ª Edição de 1971
PORTUGÁLIA Editora
Coleção Poetas de Hoje Nº 17
LXXVI + 312 Páginas
LÁGRIMA DE PRETA
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
---
Rómulo Vasco da Gama Carvalho (Sé, Lisboa, 24 de novembro de 1906 Campo Grande, Lisboa, 19 de fevereiro de 1997), conhecido pelo seu pseudónimo literário António Gedeão, foi um professor e poeta português.
Nasceu a 24 de novembro de 1906, na Rua do Arco do Limoeiro (atual Rua Augusto Rosa), n.º 7, 4.º andar, freguesia da Sé, em Lisboa, e foi batizado na freguesia da Sé a 14 de julho de 1907, como filho de José Avelino da Gama Carvalho, funcionário público, natural de Tavira (freguesia de Santa Maria), e Rosa das Dores Oliveira, natural de Faro (freguesia da Sé).
Foi professor de físico-química do ensino secundário no Liceu Pedro Nunes, Liceu D. João III (Coimbra) e no Liceu Camões, pedagogo, investigador da história da ciência em Portugal, divulgador da ciência e poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão.
Pedra Filosofal e Lágrima de Preta são dois dos seus mais célebres poemas.
Encontra-se colaboração da sua autoria na rubrica Panorama Científico do semanário Mundo Literário (1946 a 1948).
Foi académico efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e diretor do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa.
A data do seu nascimento foi adoptada, em Portugal, em 1996, como Dia Nacional da Cultura Científica.
Entre 1957 e a sua morte, viveu na Rua Sampaio Bruno, n.º 18, 3.º andar direito, em Campo de Ourique, onde foi colocada em 2018 uma lápide comemorativa a assinalar esse facto.
Morreu a 19 de fevereiro de 1997, na freguesia do Campo Grande, em Lisboa, aos 90 anos. Jaz no Jazigo dos Escritores Portugueses, no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, junto de outros vultos notáveis das letras portuguesas, como José Cardoso Pires ou Fernando Namora.
ESGOTADO NESTA EDIÇÃO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de António Gedeão
Introdução:
A Poesia de António Gedeão (Esboço de análise objectiva) por Jorge de Sena
3ª Edição de 1971
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LÁGRIMA DE PRETA
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
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Rómulo Vasco da Gama Carvalho (Sé, Lisboa, 24 de novembro de 1906 Campo Grande, Lisboa, 19 de fevereiro de 1997), conhecido pelo seu pseudónimo literário António Gedeão, foi um professor e poeta português.
Nasceu a 24 de novembro de 1906, na Rua do Arco do Limoeiro (atual Rua Augusto Rosa), n.º 7, 4.º andar, freguesia da Sé, em Lisboa, e foi batizado na freguesia da Sé a 14 de julho de 1907, como filho de José Avelino da Gama Carvalho, funcionário público, natural de Tavira (freguesia de Santa Maria), e Rosa das Dores Oliveira, natural de Faro (freguesia da Sé).
Foi professor de físico-química do ensino secundário no Liceu Pedro Nunes, Liceu D. João III (Coimbra) e no Liceu Camões, pedagogo, investigador da história da ciência em Portugal, divulgador da ciência e poeta, sob o pseudónimo de António Gedeão.
Pedra Filosofal e Lágrima de Preta são dois dos seus mais célebres poemas.
Encontra-se colaboração da sua autoria na rubrica Panorama Científico do semanário Mundo Literário (1946 a 1948).
Foi académico efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e diretor do Museu Maynense da Academia das Ciências de Lisboa.
A data do seu nascimento foi adoptada, em Portugal, em 1996, como Dia Nacional da Cultura Científica.
Entre 1957 e a sua morte, viveu na Rua Sampaio Bruno, n.º 18, 3.º andar direito, em Campo de Ourique, onde foi colocada em 2018 uma lápide comemorativa a assinalar esse facto.
Morreu a 19 de fevereiro de 1997, na freguesia do Campo Grande, em Lisboa, aos 90 anos. Jaz no Jazigo dos Escritores Portugueses, no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa, junto de outros vultos notáveis das letras portuguesas, como José Cardoso Pires ou Fernando Namora.
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