"POESIAS DE GUILLEVIC" de Eugène Guillevic - 1ª Edição de 1965
Preço: 15 €"POESIAS DE GUILLEVIC" de Eugène Guillevic - 1ª Edição de 1965
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45127944
- Id do anunciante15TT
Descrição
"POESIAS DE GUILLEVIC"
de Eugène Guillevic
Traduzidas por David Mourão-Ferreira e com uma Apresentação pelo Tradutor
Orientação Gráfica de Espiga Pinto
1ª Edição de 1965
Editora Ulisseia
Coleção Poesia e Ensaio Nº 4
XXVI + 76 Páginas
LIÇÃO DAS COISAS
O sangue é um líquido complicado
Que circula. É de um vermelho
Que aliás não se vê e que muda
Como uma planura sob várias luas.
O sangue contém corpos numerosos
Dos quais algumas pessoas sabem a fórmula.
É o nosso sangue. É ele
Que anda à volta, que volta,
Que alimenta.
O sangue derrama-se facilmente,
Basta-lhe apenas uma abertura.
O sangue de um morto por acidente
Não é o mesmo, na rua,
Que o de um morto pela liberdade,
Derramado na mesma rua.
Tem cada qual um modo particular
De ser vermelho e de gritar.
in Pág. 9
---
Eugéne Guillevic (Carnac, Morbihan, França, 5 de agosto de 1907, Paris - 19 de março de 1997), foi um dos poetas franceses mais conhecidos da segunda metade do século XX. Profissionalmente, adotou apenas "Guillevic" como nome.
Nasceu na rochosa e vistosa Bretanha. Seu pai, um marinheiro, foi policia e levou Guillevic para Jeumont (Nord) em 1909, logo depois Jean-Brévelay (Morbihan) em 1912, e por fim Ferrette (Haut-Rhin) em 1919.
Depois de ter conseguido um bacharelato em matemática, foi através de provas que foi alocado em 1926, na Administração de Registros, em Alsace, Ardennes. Foi em Paris no ano de 1935, que se tornou editor sénior na Diretoria Geral do Ministério de Finanças e Assuntos Económicos, posteriormente sendo atribuído para controlar a economia, em 1942. De 1945 à 1947, passou pelos gabinetes dos ministros Francis Billoux (Economia Nacional) e Charles Tillon (Reconstrução). Em 1947, depois da relegação de ministros Comunistas, ele voltou a posição de Inspetor Geral de Economia, onde além de trabalhar, obteve aulas de planeamento e economia, até sua aposentadoria em 1967.
Ele foi amigo de Jean Follain, que lhe apresentou o grupo "Sagesse". Sendo assim, passou a ser da "Escola de Rochefort".
Foi católico por cerca de 30 anos, porém começou a simpatizar com os ideais comunistas, consequência da Guerra Civil Espanhola, entrando em 1942 no Partido Comunista Francês juntamente com Paul Éluard, participando de publicações em jornais ideológicos da cena underground.
Sua poesia é concisa, muito avançada para sua época, dura e generosa, mas sugestiva. Sua poesia também é caracterizada pela rejeição de metáforas, preferindo apenas usar analogias das quais ele considerava menos erráticas.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Eugène Guillevic
Traduzidas por David Mourão-Ferreira e com uma Apresentação pelo Tradutor
Orientação Gráfica de Espiga Pinto
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LIÇÃO DAS COISAS
O sangue é um líquido complicado
Que circula. É de um vermelho
Que aliás não se vê e que muda
Como uma planura sob várias luas.
O sangue contém corpos numerosos
Dos quais algumas pessoas sabem a fórmula.
É o nosso sangue. É ele
Que anda à volta, que volta,
Que alimenta.
O sangue derrama-se facilmente,
Basta-lhe apenas uma abertura.
O sangue de um morto por acidente
Não é o mesmo, na rua,
Que o de um morto pela liberdade,
Derramado na mesma rua.
Tem cada qual um modo particular
De ser vermelho e de gritar.
in Pág. 9
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Eugéne Guillevic (Carnac, Morbihan, França, 5 de agosto de 1907, Paris - 19 de março de 1997), foi um dos poetas franceses mais conhecidos da segunda metade do século XX. Profissionalmente, adotou apenas "Guillevic" como nome.
Nasceu na rochosa e vistosa Bretanha. Seu pai, um marinheiro, foi policia e levou Guillevic para Jeumont (Nord) em 1909, logo depois Jean-Brévelay (Morbihan) em 1912, e por fim Ferrette (Haut-Rhin) em 1919.
Depois de ter conseguido um bacharelato em matemática, foi através de provas que foi alocado em 1926, na Administração de Registros, em Alsace, Ardennes. Foi em Paris no ano de 1935, que se tornou editor sénior na Diretoria Geral do Ministério de Finanças e Assuntos Económicos, posteriormente sendo atribuído para controlar a economia, em 1942. De 1945 à 1947, passou pelos gabinetes dos ministros Francis Billoux (Economia Nacional) e Charles Tillon (Reconstrução). Em 1947, depois da relegação de ministros Comunistas, ele voltou a posição de Inspetor Geral de Economia, onde além de trabalhar, obteve aulas de planeamento e economia, até sua aposentadoria em 1967.
Ele foi amigo de Jean Follain, que lhe apresentou o grupo "Sagesse". Sendo assim, passou a ser da "Escola de Rochefort".
Foi católico por cerca de 30 anos, porém começou a simpatizar com os ideais comunistas, consequência da Guerra Civil Espanhola, entrando em 1942 no Partido Comunista Francês juntamente com Paul Éluard, participando de publicações em jornais ideológicos da cena underground.
Sua poesia é concisa, muito avançada para sua época, dura e generosa, mas sugestiva. Sua poesia também é caracterizada pela rejeição de metáforas, preferindo apenas usar analogias das quais ele considerava menos erráticas.
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