"RELÓGIO DE CUCO" de Virgílio Martinho - 1ª Edição de 1973


Especificações


Descrição

"RELÓGIO DE CUCO"
de Virgílio Martinho

1ª Edição de 1973
Editorial Estampa
Coleção Novas Direcções Nº 16
86 Páginas

Relógio de Cuco é uma aclamada obra literária do escritor, dramaturgo e tradutor português Virgílio Martinho (1928 a 1994), publicada originalmente em 1973 pela Editorial Estampa. Associado ao movimento surrealista português do Café Gelo, o autor constrói neste livro uma profunda reflexão sobre a infância, o tempo e a memória.

O livro é composto por quatro histórias que mergulham nos corredores da memória coletiva e individual. A narrativa percorre lugares marcantes da vida do autor, como Setúbal, Grândola, Barreiro e Lisboa.

Escrito num tom onírico e poético, mistura sonho com realidade, utilizando uma linguagem sincopada e imagética. Aborda a transição da infância para a autodescoberta, tocando em temas como o medo, a melancolia, a crueldade, a alegria, a morte e o destino.

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Virgílio Martinho
Tradutor, ficcionista e dramaturgo português nascido em 1928, em Lisboa, e falecido a 4 de dezembro de 1994, na mesma cidade. Após a conclusão dos estudos liceais, exerceu a atividade de desenhista técnico. Figura representada por Benjamim Marques (cf. MARTINHO, Fernando J. B. - Tendências Dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50, Lisboa, 1996, p. 79) entre os autores e artistas abjecionistas (ao lado de Luís Pacheco, Manuel de Lima, Mário Cesariny, Raul Leal, José Manuel Simões, Hélder Macedo, João Rodrigues, Gonçalo Duarte, Escada, Cargaleiro, António José Forte, Manuel de Assunção e Saldanha Gama) do grupo reunido entre 1956-59 no Café Gelo, grupo associado a uma segunda geração surrealista, definida pela perda do que o surrealismo tinha de aventura exaltante para revelar uma faceta auto-irónica, trágica e iconoclasta. Embora o seu texto de estreia - Festa Pública - registe marcadamente a influência do surrealismo-abjeccionismo, a sua obra evoluirá no sentido da conjugação da rutura surrealista com o empenhamento social. Tendo iniciado a sua carreira como ficcionista, dedicou-se sobretudo à dramaturgia, quer com peças da sua autoria, quer com adaptações de textos alheios, destacando-se, na sua carreira teatral, a encenação de peças satíricas e alegóricas como Filopópulos, O Grande Cidadão ou 1383.

Obras
Festa Pública (1958)
Orlando em Tríptico e Aventuras (contos) (1961)
O Grande Cidadão (romance) (1963)
A Caça (1972)
O Concerto das Buzinas (romance) (1976)
Filopópolus (teatro) (1973)
Relógio de Cuco (1973)
A Sagrada Família (farsa) (1980)
O Herói Chegado da Guerra e outros Textos em Teatro (teatro) (1981)
O Menino Novo (contos) (1989)
1383 (1976)
Rainhas Cláudias ao Domingo (1982)
O Grande Cidadão (1975)
A Menina, O Gato e o Robot
Fernão, sim ou não?
O Gelo na Mesa

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