"Retórica da Evidência" ou Descartes segundo a Ordem das Imagens de Leonel Ribeiro dos Santos - 1ª Edição de 2001
Preço: 8 €"Retórica da Evidência" ou Descartes segundo a Ordem das Imagens de Leonel Ribeiro dos Santos - 1ª Edição de 2001
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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- Id do anunciante45xx
Descrição
"Retórica da Evidência"
ou Descartes segundo a Ordem das Imagens
de Leonel Ribeiro dos Santos
1ª Edição de 2001
QUARTETO Editora
Coleção Caminhos
216 Páginas
Nestes tempos dados a novas e velhas formas de hermetismo, tanto entre os filósofos como entre os cientistas, o ideal cartesiano de clareza e evidência mantém toda a sua pertinência. Em tempos de culto de confusões holísticas, de turvas complexidades e de muito anarquismo metodológico, o filósofo do método e da ordem continua a indicar-nos a via modesta mas fecunda de começar sempre pelo que é simples e claro. Quando, seguindo de resto uma inspiração cartesiana, se tenta reduzir o homem e as suas representações e emoções a um mecanismo mais ou menos complexo de processos neurológicos, o voluntarista Descartes continua a lembrar-nos que há algo de irredutível no homem a liberdade da vontade -, a qual, por inexplicável que seja, não deixa contudo de ser uma íntima e incontornável evidência. Quando se aliena nas máquinas a tarefa do pensar e se difunde a esperança no admirável mundo da inteligência artificial, o defensor do mecanicismo e da teoria dos animais-máquinas continua a lembrar-nos que o pensar humano é uma experiência pessoal e gratificante de espontânea criação do espírito. Descartes ficará sempre apesar de todos os erros que já lhe foram assacados ou dos que ainda venham a sê-lo como o mestre da autonomia do pensamento, como o filósofo para quem pensar se conjuga no presente do indicativo e na primeira pessoa do singular.
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ou Descartes segundo a Ordem das Imagens
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Nestes tempos dados a novas e velhas formas de hermetismo, tanto entre os filósofos como entre os cientistas, o ideal cartesiano de clareza e evidência mantém toda a sua pertinência. Em tempos de culto de confusões holísticas, de turvas complexidades e de muito anarquismo metodológico, o filósofo do método e da ordem continua a indicar-nos a via modesta mas fecunda de começar sempre pelo que é simples e claro. Quando, seguindo de resto uma inspiração cartesiana, se tenta reduzir o homem e as suas representações e emoções a um mecanismo mais ou menos complexo de processos neurológicos, o voluntarista Descartes continua a lembrar-nos que há algo de irredutível no homem a liberdade da vontade -, a qual, por inexplicável que seja, não deixa contudo de ser uma íntima e incontornável evidência. Quando se aliena nas máquinas a tarefa do pensar e se difunde a esperança no admirável mundo da inteligência artificial, o defensor do mecanicismo e da teoria dos animais-máquinas continua a lembrar-nos que o pensar humano é uma experiência pessoal e gratificante de espontânea criação do espírito. Descartes ficará sempre apesar de todos os erros que já lhe foram assacados ou dos que ainda venham a sê-lo como o mestre da autonomia do pensamento, como o filósofo para quem pensar se conjuga no presente do indicativo e na primeira pessoa do singular.
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