"REVOLUCIONÁRIOS E QUERUBINS" de José Martins Garcia - 1ª Edição de 1977 - Edições AFRODITE
Preço: 20 €"REVOLUCIONÁRIOS E QUERUBINS" de José Martins Garcia - 1ª Edição de 1977 - Edições AFRODITE
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44895213
- Id do anunciante22OO
Descrição
"REVOLUCIONÁRIOS E QUERUBINS"
de José Martins Garcia
Capa: Nuno Amorim, figuras da capa a partir do cartaz Povo MFA
1ª Edição de 1977
Fernando Ribeiro de Mello/Edições AFRODITE
Coleção: Autores II
226 Páginas
Antes da cobardia, o pânico. Com o pânico, a corrida em busca de segurança.
Os partidos progressistas abrem as portas a uma multidão inqualificável. Os mais culpados transformam-se nos mais fanáticos militantes do novo credo. Picada por insectos desenfreados, a esquerda incha, sem conteúdo, e estala por todos os lados.
Revolucionários e Querubins denuncia com base na experiência do que foi a perseguição movida aos velhos antifascistas pelos neófitos a imoralidade de uma revolução imaginária. O leitor talvez possa reconhecer, porém, em muitas das personagens aqui apresentadas alguns dos mais vibrantes arautos da canalhice vigente nestes últimos dois anos de vida nacional.
Fábulas, apólogos e parábolas são aqui produtos imaginários duma revolução imaginária. E se, no plano político, uma revolução imaginária é uma revolução traída, o imaginário, no campo da literatura, constitui uma denúncia legítima. Se bem que, em matéria de cobardes e traidores, a realidade portuguesa ultrapasse a ficção...
---
José Martins Garcia nasceu na Criação Velha, ilha do Pico, a 17 de fevereiro de 1941. No então Liceu Nacional da Horta fez uma parte dos seus estudos. Os bons resultados escolares deram-lhe acesso a uma bolsa da Junta Geral, o que lhe permitiu completar o curso liceal no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, cidade onde se licenciou em Filologia Românica pela Faculdade de Letras.
No ano letivo de 1964-65 foi professor eventual no Liceu da Horta. Chamado a cumprir serviço militar, em 1965, foi mobilizado para a Guiné, aí permanecendo de 1966 a 1968, experiência que se projeta em Lugar de Massacre (1975), um dos primeiros romances portugueses a abordar a guerra em África, incluído por Rui de Azevedo Teixeira no grupo dos oito romances obrigatórios, canónicos, da literatura da Guerra Colonial. Essa experiência acabaria por pontuar, sob diversas formas e em diferentes circunstâncias, o conjunto da sua obra.
Entre 1969 e 1971 foi leitor de Português na Universidade Católica de Paris. De regresso a Portugal, lecionou na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1971 e 1979. Neste ano rumou aos Estados Unidos como professor visitante da Brown University (Providence), aí permanecendo até 1984; o rasto desse tempo americano é detetável em Imitação da morte e no livro de poemas Temporal.
De seguida ingressou na Universidade dos Açores, onde se doutorou com uma tese sobre Fernando Pessoa, Fernando Pessoa: coração despedaçado, escrito precisamente durante a sua permanência nos Estados Unidos e graças às condições de investigação aí encontradas, como o próprio autor confessa na apresentação da obra; a tese representa a sucessiva expansão de um projeto inicial de recensão crítica a um livro sobre o poeta dos heterónimos. Na Universidade dos Açores foi o responsável pela introdução da cadeira de Literatura Açoriana nos planos curriculares das licenciaturas em Línguas e Literaturas Modernas, da qual foi docente durante alguns anos, e ocupou os cargos de Vice-Reitor e diretor da revista Arquipélago-Línguas e Literaturas, tendo terminado a sua carreira académica como Professor Catedrático.
A sua relação com a imprensa de Lisboa está atestada pela colaboração no suplemento Letras e Artes do jornal República (1972 a 1974), onde publicou uma boa parte das críticas e ensaios reunidos em Linguagem e Criação (1973), bem como as crónicas de Katafaraum é numa nação (1974). Entre 1973 e 1974 foi ainda crítico literário da Vida Mundial; colaborou igualmente n A Capital e no Diário de Notícias, prolongando-se a colaboração neste último até fevereiro do ano seguinte. Em fevereiro de 1976 passou a exercer as funções de diretor-adjunto do Jornal Novo.
A partir do início dos anos setenta, como refere Ricardo Jorge, José Martins Garcia torna-se «um dos mais assíduos colaboradores de Fernando Ribeiro de Mello nas Edições Afrodite», onde, aliás, publicou parte da sua obra, a começar por Alecrim, alecrim aos molhos (1974) e a prolongar-se em obras de referência como Lugar de Massacre (1975), A fome (1977) e Revolucionários e Querubins (1977). Além disso, a sua colaboração com Fernando Ribeiro de Mello traduziu-se na escrita de prefácios, na organização de antologias e na tradução, substituindo, com as devidas distâncias, «a conterrânea Natália Correia como referência literária da Afrodite», na opinião de Pedro Piedade Marques.
José Martins Garcia faleceu em Ponta Delgada a 3 de Novembro de 2002.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
ÓPTIMO ESTADO - PORTES GRÁTIS
de José Martins Garcia
Capa: Nuno Amorim, figuras da capa a partir do cartaz Povo MFA
1ª Edição de 1977
Fernando Ribeiro de Mello/Edições AFRODITE
Coleção: Autores II
226 Páginas
Antes da cobardia, o pânico. Com o pânico, a corrida em busca de segurança.
Os partidos progressistas abrem as portas a uma multidão inqualificável. Os mais culpados transformam-se nos mais fanáticos militantes do novo credo. Picada por insectos desenfreados, a esquerda incha, sem conteúdo, e estala por todos os lados.
Revolucionários e Querubins denuncia com base na experiência do que foi a perseguição movida aos velhos antifascistas pelos neófitos a imoralidade de uma revolução imaginária. O leitor talvez possa reconhecer, porém, em muitas das personagens aqui apresentadas alguns dos mais vibrantes arautos da canalhice vigente nestes últimos dois anos de vida nacional.
Fábulas, apólogos e parábolas são aqui produtos imaginários duma revolução imaginária. E se, no plano político, uma revolução imaginária é uma revolução traída, o imaginário, no campo da literatura, constitui uma denúncia legítima. Se bem que, em matéria de cobardes e traidores, a realidade portuguesa ultrapasse a ficção...
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José Martins Garcia nasceu na Criação Velha, ilha do Pico, a 17 de fevereiro de 1941. No então Liceu Nacional da Horta fez uma parte dos seus estudos. Os bons resultados escolares deram-lhe acesso a uma bolsa da Junta Geral, o que lhe permitiu completar o curso liceal no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, cidade onde se licenciou em Filologia Românica pela Faculdade de Letras.
No ano letivo de 1964-65 foi professor eventual no Liceu da Horta. Chamado a cumprir serviço militar, em 1965, foi mobilizado para a Guiné, aí permanecendo de 1966 a 1968, experiência que se projeta em Lugar de Massacre (1975), um dos primeiros romances portugueses a abordar a guerra em África, incluído por Rui de Azevedo Teixeira no grupo dos oito romances obrigatórios, canónicos, da literatura da Guerra Colonial. Essa experiência acabaria por pontuar, sob diversas formas e em diferentes circunstâncias, o conjunto da sua obra.
Entre 1969 e 1971 foi leitor de Português na Universidade Católica de Paris. De regresso a Portugal, lecionou na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1971 e 1979. Neste ano rumou aos Estados Unidos como professor visitante da Brown University (Providence), aí permanecendo até 1984; o rasto desse tempo americano é detetável em Imitação da morte e no livro de poemas Temporal.
De seguida ingressou na Universidade dos Açores, onde se doutorou com uma tese sobre Fernando Pessoa, Fernando Pessoa: coração despedaçado, escrito precisamente durante a sua permanência nos Estados Unidos e graças às condições de investigação aí encontradas, como o próprio autor confessa na apresentação da obra; a tese representa a sucessiva expansão de um projeto inicial de recensão crítica a um livro sobre o poeta dos heterónimos. Na Universidade dos Açores foi o responsável pela introdução da cadeira de Literatura Açoriana nos planos curriculares das licenciaturas em Línguas e Literaturas Modernas, da qual foi docente durante alguns anos, e ocupou os cargos de Vice-Reitor e diretor da revista Arquipélago-Línguas e Literaturas, tendo terminado a sua carreira académica como Professor Catedrático.
A sua relação com a imprensa de Lisboa está atestada pela colaboração no suplemento Letras e Artes do jornal República (1972 a 1974), onde publicou uma boa parte das críticas e ensaios reunidos em Linguagem e Criação (1973), bem como as crónicas de Katafaraum é numa nação (1974). Entre 1973 e 1974 foi ainda crítico literário da Vida Mundial; colaborou igualmente n A Capital e no Diário de Notícias, prolongando-se a colaboração neste último até fevereiro do ano seguinte. Em fevereiro de 1976 passou a exercer as funções de diretor-adjunto do Jornal Novo.
A partir do início dos anos setenta, como refere Ricardo Jorge, José Martins Garcia torna-se «um dos mais assíduos colaboradores de Fernando Ribeiro de Mello nas Edições Afrodite», onde, aliás, publicou parte da sua obra, a começar por Alecrim, alecrim aos molhos (1974) e a prolongar-se em obras de referência como Lugar de Massacre (1975), A fome (1977) e Revolucionários e Querubins (1977). Além disso, a sua colaboração com Fernando Ribeiro de Mello traduziu-se na escrita de prefácios, na organização de antologias e na tradução, substituindo, com as devidas distâncias, «a conterrânea Natália Correia como referência literária da Afrodite», na opinião de Pedro Piedade Marques.
José Martins Garcia faleceu em Ponta Delgada a 3 de Novembro de 2002.
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