"SALAZAR" - Volume VI O Último Combate (1964 a 1970) de Franco Nogueira - 1ª Edição de 1985
Preço: 20 €"SALAZAR" - Volume VI O Último Combate (1964 a 1970) de Franco Nogueira - 1ª Edição de 1985
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
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Descrição
"SALAZAR" - Volume VI O Último Combate (1964 a 1970)
de Franco Nogueira
1ª Edição de 1985
Livraria Civilização Editora
512 Páginas
«Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, gerou-se em Portugal um clima de ódio contra a figura histórica e humana de Oliveira Salazar. Não procuro negar a legitimidade dos motivos de quantos nutrem aquele sentimento. Decerto terão para tanto razões pessoais. É perfeitamente possível, aliás, formular reservas a muitos aspectos da obra de Salazar, e a traços da sua personalidade; e a quem possuir documentos que o permitam, e que eu desconheço, seria mesmo lícito condenar em bloco aquela obra e aquela personalidade.
Mas o ódio é mau conselheiro, e a paixão política parece ser, dentre todas as paixões, a que mais cega os homens. No plano histórico, se são de arredar o favor e o encómio, também são de evitar tanto o ódio como a paixão. Impõe-se ao cronista de factos passados toda a frieza, toda a isenção de ânimo, toda a objectividade de juízo: não pode ser o apóstolo da figura retratada, nem o seu detractor tão-pouco. Em qualquer caso, a realidade histórica é esta: Oliveira Salazar governou POrtugal durante quase quarenta anos. Esses quarenta anos não foram um espaço em branco na história da Nação: mal ou bem, alguém os preencheu. Afigura-se que os portugueses têm o direito de saber como viveu a sua pátria e o que nesta aconteceu ao longo daquele período. Os portugueses de hoje e os de amanhã (...)
É neste espírito, de absoluto desprendimento, de rigoroso exame das fontes, mesmo de gelado realismo, que concebi o relato do consulado de Oliveira Salazar. Não é obra de vitupério, nem de apostolado: busco a verdade, à luz de factos e documentos. Quem a quiser entender diferentemente, que entenda: mas não está de boa-fé.»
Franco Nogueira in Esclarecimento
---
Alberto Franco Nogueira nasceu em 1918, em Vila Franca de Xira. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi figura política de relevo durante o Estado Novo, tendo-se notabilizado na carreira diplomática. Em 1946, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, é enviado para o Japão, onde permaneceu até 1950 e onde viria a desempenhar as funções de representante português junto do Alto Comando Aliado que ocupava o arquipélago. No final desse ano, requer autorização para casar com a luso-chinesa Vera Machado Wang, tendo a permissão chegado em julho de 1947 e o matrimónio sido realizado poucos meses depois. Mais tarde, foi cônsul-geral em Londres, onde esteve até 1958. Torna-se ministro dos Negócios Estrangeiros em 1961, cargo que desempenha até 1969. Em 1963, é distinguido com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e, em 1966, com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Representou Portugal nas sessões da NATO, na Assembleia-Geral da ONU e no Conselho de Segurança. Visitou oficialmente, entre outros países, o Brasil, os Estados Unidos, a Inglaterra, a Alemanha, a Áustria, a Espanha e a África do Sul. Em 1969, abandonou a pasta ministerial e, até 1973, foi deputado na Assembleia Nacional. Após o 28 de setembro de 1974, foi preso pelo Copcon e enviado para a prisão de Caxias, tendo sido libertado em 1975. Partiu então para o exílio, em Londres, onde esteve até 1981. Foi nesta cidade que redigiu, entre outros livros, a maior parte da biografia de Oliveira Salazar, publicada em seis volumes. Franco Nogueira regressa a Portugal em 1981, e morre em Lisboa, em 1993.
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BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
de Franco Nogueira
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Livraria Civilização Editora
512 Páginas
«Depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, gerou-se em Portugal um clima de ódio contra a figura histórica e humana de Oliveira Salazar. Não procuro negar a legitimidade dos motivos de quantos nutrem aquele sentimento. Decerto terão para tanto razões pessoais. É perfeitamente possível, aliás, formular reservas a muitos aspectos da obra de Salazar, e a traços da sua personalidade; e a quem possuir documentos que o permitam, e que eu desconheço, seria mesmo lícito condenar em bloco aquela obra e aquela personalidade.
Mas o ódio é mau conselheiro, e a paixão política parece ser, dentre todas as paixões, a que mais cega os homens. No plano histórico, se são de arredar o favor e o encómio, também são de evitar tanto o ódio como a paixão. Impõe-se ao cronista de factos passados toda a frieza, toda a isenção de ânimo, toda a objectividade de juízo: não pode ser o apóstolo da figura retratada, nem o seu detractor tão-pouco. Em qualquer caso, a realidade histórica é esta: Oliveira Salazar governou POrtugal durante quase quarenta anos. Esses quarenta anos não foram um espaço em branco na história da Nação: mal ou bem, alguém os preencheu. Afigura-se que os portugueses têm o direito de saber como viveu a sua pátria e o que nesta aconteceu ao longo daquele período. Os portugueses de hoje e os de amanhã (...)
É neste espírito, de absoluto desprendimento, de rigoroso exame das fontes, mesmo de gelado realismo, que concebi o relato do consulado de Oliveira Salazar. Não é obra de vitupério, nem de apostolado: busco a verdade, à luz de factos e documentos. Quem a quiser entender diferentemente, que entenda: mas não está de boa-fé.»
Franco Nogueira in Esclarecimento
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Alberto Franco Nogueira nasceu em 1918, em Vila Franca de Xira. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, foi figura política de relevo durante o Estado Novo, tendo-se notabilizado na carreira diplomática. Em 1946, pouco depois do fim da Segunda Guerra Mundial, é enviado para o Japão, onde permaneceu até 1950 e onde viria a desempenhar as funções de representante português junto do Alto Comando Aliado que ocupava o arquipélago. No final desse ano, requer autorização para casar com a luso-chinesa Vera Machado Wang, tendo a permissão chegado em julho de 1947 e o matrimónio sido realizado poucos meses depois. Mais tarde, foi cônsul-geral em Londres, onde esteve até 1958. Torna-se ministro dos Negócios Estrangeiros em 1961, cargo que desempenha até 1969. Em 1963, é distinguido com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e, em 1966, com a Grã-Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Representou Portugal nas sessões da NATO, na Assembleia-Geral da ONU e no Conselho de Segurança. Visitou oficialmente, entre outros países, o Brasil, os Estados Unidos, a Inglaterra, a Alemanha, a Áustria, a Espanha e a África do Sul. Em 1969, abandonou a pasta ministerial e, até 1973, foi deputado na Assembleia Nacional. Após o 28 de setembro de 1974, foi preso pelo Copcon e enviado para a prisão de Caxias, tendo sido libertado em 1975. Partiu então para o exílio, em Londres, onde esteve até 1981. Foi nesta cidade que redigiu, entre outros livros, a maior parte da biografia de Oliveira Salazar, publicada em seis volumes. Franco Nogueira regressa a Portugal em 1981, e morre em Lisboa, em 1993.
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