"Sebastião da Gama: O Poeta e o Professor - Estudos e Perspectivas" de Vários - 1ª Edição de 2007


Especificações


Descrição

"Sebastião da Gama: O Poeta e o Professor - Estudos e Perspectivas"
de Vários Autores

- António Manuel Couto Viana
- Anrónio Osório
- Conceição Coelho
- João Reis Ribeiro
- Maria das Dores Meira
- Marigrazia Russo
- Teresa Azinheira

1ª Edição de 2007
Associação Cultural Sebastião da Gama
94 Páginas
Tiragem de 1000 Exemplares

"Sebastião da Gama: O Poeta e o Professor Estudos e Perspectivas" é uma obra coletiva fundamental publicada em 2007 pela Associação Cultural Sebastião da Gama. O livro reúne ensaios e análises críticas que exploram a dupla dimensão existencial do autor: a sua sensibilidade lírica e o seu legado pedagógico revolucionário.

Abaixo encontram-se as principais perspetivas e estudos abordados em torno destas duas vertentes do escritor de Azeitão

A Perspetiva do Professor: Pedagogia do Amor
Os ensaios focados na vertente docente baseiam-se primordialmente no seu famoso "Diário" (publicado postumamente em 1958), que relata o seu estágio na Escola Comercial Veiga Beirão.

O Afeto como Método:
A máxima "ensinar é amar". Os estudos apontam como Sebastião da Gama colocava o aluno no centro do ecossistema educativo.

Relação de Proximidade: Defesa de uma ligação horizontal e humana entre professor e estudante, rejeitando o autoritarismo rígido da época.

Individuação do Aprendiz: Foco na felicidade, criatividade e respeito pelas inclinações e ritmos próprios de cada jovem.

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A Perspetiva do Poeta: Lirismo e Transcendência
Os investigadores analisam a sua produção literária marcada por obras como Serra-Mãe (1945), Cabo da Boa Esperança (1947) e Campo Aberto (1951) sob prismas temáticos muito claros:

A "Serra-Mãe" e o Ecologismo: A Arrábida não surge apenas como cenário, mas como uma entidade viva, protetora e mística. O autor destacou-se também como um dos primeiros defensores ambientais da região.

Tríade Existencial: Os estudos críticos estruturam frequentemente a sua escrita em torno do triângulo temático Deus, Natureza e Morte.

Poesia como Purificação: Influenciado por Miguel Torga, a sua escrita assume um tom quase sacerdotal e espiritual, convertendo o sofrimento da sua doença crónica (tuberculose) em luz e superação.

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Sebastião Artur Cardoso da Gama (Vila Nogueira de Azeitão, 10 de abril de 1924 Lisboa, 7 de fevereiro de 1952) foi um poeta e professor português.

Sebastião da Gama licenciou-se em filologia românica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1947.

Foi professor em Lisboa, na Escola Industrial e Comercial Veiga Beirão, em Setúbal, na Escola Industrial e Comercial (atual Escola Secundária Sebastião da Gama) e, em Estremoz, na Escola Industrial e Comercial local, cidade onde o seu nome ficaria mais tarde ligado à actual Escola Básica (Escola Básica Sebastião da Gama EB2,3 Estremoz).

Colaborou nas revistas Mundo Literário (1946 a 1948), Árvore e Távola Redonda.

A sua obra encontra-se ligada à Serra da Arrábida, onde vivia e que tomou por motivo poético de primeiro plano (desde logo no seu livro de estreia, Serra-Mãe, de 1945), e à sua tragédia pessoal, motivada pela doença que o vitimou precocemente, a tuberculose.

Uma carta sua, enviada em agosto de 1947, para várias personalidades, a pedir a defesa da Serra da Arrábida, constituiu a motivação para a criação da LPN Liga para a Protecção da Natureza, em 1948, a primeira associação ecologista portuguesa.

O seu Diário, editado postumamente, em 1958, é um interessantíssimo testemunho da sua experiência como docente e uma valiosa reflexão sobre o ensino.

Serra-Mãe, bem como duas outras obras suas foram ilustradas com vinhetas do seu amigo o pintor Lino António.

Faleceu precocemente aos 27 anos, vítima de tuberculose renal, de que sofria desde adolescente.

A 9 de junho de 1993, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

As Juntas de Freguesia de São Lourenço e de São Simão, instituíram, com o seu nome, um Prémio Nacional de Poesia. No dia 1 de junho de 1999, foi inaugurado em Vila Nogueira de Azeitão, o Museu Sebastião da Gama, destinado a preservar a memória e a obra do Poeta da Arrábida, como era também conhecido mundialmente.

A 10 de abril de 2024, foi agraciado, a título póstumo, com o grau de Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública.

A 29 de julho de 2024, uma das composições da Fertagus foi batizada em sua homenagem.

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