"SEM FLORES NEM COROAS" de Orlando da Costa - 1ª Edição de 1971
Preço: 20 €"SEM FLORES NEM COROAS" de Orlando da Costa - 1ª Edição de 1971
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44991894
- Id do anunciante22RR
Descrição
"SEM FLORES NEM COROAS"
Peça em três actos com um estudo cenográfico de João Abel Manta
de Orlando da Costa
1ª Edição de 1971
SEARA NOVA
Coleção Amphiteatro Nº 2
112 Páginas
"Sem Flores nem Coroas" é uma peça de teatro escrita em 1967 pelo escritor português Orlando da Costa (pai do antigo primeiro-ministro António Costa).
Enquanto as tropas da União Indiana, em 1961, se preparam para invadir a chamada Índia Portuguesa , uma família brâmane e católica de Goa confronta-se com os seus fantasmas e medos. Orlando da Costa cria um microclima dramático, onde as personagens crescem para atingir a dimensão extrema das suas forças. Uma atmosfera quase irrespirável por via dos confrontos e debates das personagens, em que o amor, o ódio, os compromissos, a coragem e as fraquezas explodem face ao inevitável. A invasão de Goa, Damão e Diu, que durou apenas 36 horas e que marca o início do fim do Império Português, nunca, antes ou depois desta obra, foi abordada nos palcos portugueses. Escrita em 1967 e publicada em 1971, durante a vigência da Comissão de Censura , esta obra foi traduzida em inglês e lançada na Índia em janeiro de 2017.
---
Orlando António Fernandes da Costa (Lourenço Marques, 2 de julho de 1929 Lisboa, 27 de janeiro de 2006) foi um escritor comunista e copywriter português. Foi pai do primeiro-ministro António Costa e do jornalista Ricardo Costa.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi militante do MUD Juvenil e chegou a ser preso pela PIDE. Aderiu formalmente ao Partido Comunista Português em 1954 e também era membro do Partido Popular de Goa.
Terminado o curso, não conseguiu estabelecer-se como professor, porque a PIDE emitiu parecer negativo. Encontraria na publicidade o seu percurso profissional atividade a que chamava «poesia por encomenda» tornando-se um dos primeiros copywriters do país. Integrou durante vários anos a agência Marca, dos irmãos Anahory, onde ascendeu a diretor-geral. Trabalhou, entre outras marcas, com a Ford, a Volkswagen, a Miele, a Nestlé, as Páginas Amarelas e a Mabor. Escrevia os guiões para os anúncios filmados, por exemplo, por José Fonseca e Costa. Foi dele o slogan da TAP «Através do mundo em boa companhia».
Escritor, no ano em que nasceu o seu primeiro filho, António Costa, Orlando publicou o seu primeiro romance, O Signo da Ira. Todos os exemplares foram apreendidos pela PIDE, tal como tinha acontecido com os três livros de poesia anteriores: A Estrada e a Voz, Os Olhos sem fronteira e Sete Odes do Canto Comum. O mesmo viria a acontecer a Podem Chamar-me Eurídice. Posteriormente, dedicou-se sobretudo à escrita de poesia e de teatro.
Orlando da Costa consta como o sétimo autor português com mais livros proibidos pela censura do Estado Novo (cinco no total).
Pelo conjunto da sua obra, a Academia de Ciências de Lisboa atribuiu-lhe o Prémio Ricardo Malheiros. O livro de poemas Os Netos de Norton (1994) valeu-lhe o Prémio Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa.
Poucos dias antes de falecer, a 5 de janeiro de 2006, recebeu das mãos de Jorge Sampaio o grau de Comendador da Ordem da Liberdade.
À data da sua morte, desenvolvia no PCP atividade na área da cultura literária.
ESGOTADO E RARO
BOM ESTADO - PORTES GRÁTIS
Peça em três actos com um estudo cenográfico de João Abel Manta
de Orlando da Costa
1ª Edição de 1971
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"Sem Flores nem Coroas" é uma peça de teatro escrita em 1967 pelo escritor português Orlando da Costa (pai do antigo primeiro-ministro António Costa).
Enquanto as tropas da União Indiana, em 1961, se preparam para invadir a chamada Índia Portuguesa , uma família brâmane e católica de Goa confronta-se com os seus fantasmas e medos. Orlando da Costa cria um microclima dramático, onde as personagens crescem para atingir a dimensão extrema das suas forças. Uma atmosfera quase irrespirável por via dos confrontos e debates das personagens, em que o amor, o ódio, os compromissos, a coragem e as fraquezas explodem face ao inevitável. A invasão de Goa, Damão e Diu, que durou apenas 36 horas e que marca o início do fim do Império Português, nunca, antes ou depois desta obra, foi abordada nos palcos portugueses. Escrita em 1967 e publicada em 1971, durante a vigência da Comissão de Censura , esta obra foi traduzida em inglês e lançada na Índia em janeiro de 2017.
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Orlando António Fernandes da Costa (Lourenço Marques, 2 de julho de 1929 Lisboa, 27 de janeiro de 2006) foi um escritor comunista e copywriter português. Foi pai do primeiro-ministro António Costa e do jornalista Ricardo Costa.
Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi militante do MUD Juvenil e chegou a ser preso pela PIDE. Aderiu formalmente ao Partido Comunista Português em 1954 e também era membro do Partido Popular de Goa.
Terminado o curso, não conseguiu estabelecer-se como professor, porque a PIDE emitiu parecer negativo. Encontraria na publicidade o seu percurso profissional atividade a que chamava «poesia por encomenda» tornando-se um dos primeiros copywriters do país. Integrou durante vários anos a agência Marca, dos irmãos Anahory, onde ascendeu a diretor-geral. Trabalhou, entre outras marcas, com a Ford, a Volkswagen, a Miele, a Nestlé, as Páginas Amarelas e a Mabor. Escrevia os guiões para os anúncios filmados, por exemplo, por José Fonseca e Costa. Foi dele o slogan da TAP «Através do mundo em boa companhia».
Escritor, no ano em que nasceu o seu primeiro filho, António Costa, Orlando publicou o seu primeiro romance, O Signo da Ira. Todos os exemplares foram apreendidos pela PIDE, tal como tinha acontecido com os três livros de poesia anteriores: A Estrada e a Voz, Os Olhos sem fronteira e Sete Odes do Canto Comum. O mesmo viria a acontecer a Podem Chamar-me Eurídice. Posteriormente, dedicou-se sobretudo à escrita de poesia e de teatro.
Orlando da Costa consta como o sétimo autor português com mais livros proibidos pela censura do Estado Novo (cinco no total).
Pelo conjunto da sua obra, a Academia de Ciências de Lisboa atribuiu-lhe o Prémio Ricardo Malheiros. O livro de poemas Os Netos de Norton (1994) valeu-lhe o Prémio Eça de Queiroz, da Câmara Municipal de Lisboa.
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