"THAÏS" de Anatole France - 1ª Edição de 2003 - NOBEL DE 1921


Especificações


Descrição

"THAÏS"
de Anatole France

1ª Edição de 2003
ANTÍGONA Editores
225 Páginas

Historicamente a acção de Thaïs decorre na altura em que o cristanianismo foi poupado à perseguição e à clandestinidade pelo decreto de Constantino. É um livro intense, admirável não só pela elegância da escrita de Anatole France, como ainda pela tensão emocional e pelas pulsões várias que regista no seio de uma sociedade decadente que assiste ao advento de uma religião que marcará indelevelmente o devir histórico.

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Anatole France, pseudónimo de François-Anatole Thibault, nasceu em Paris em 1844, tendo publicado o seu primeiro livro, Alfred de Vigny, em 1868. A sua produção literária é vasta e fecunda, especialmente entre 1876 e 1890, período durante o qual desempenhou funções como assistente na biblioteca do Senado e publicou o seu primeiro volume de poemas, instigado por Leconte de Lisle, Les Poémes Dorés (1873). De facto, apesar de ser mais conhecido enquanto romancista, experimentou quase todos os géneros literários. Em 1881, e por Le Crime de Sylvestre Bonnard, recebeu o prémio da Académie Française, da qual se tornaria membro em 1896.

Em 1890, já era France crítico literário no jornal Le Temps, surge Thaïs, a «história de uma pecadora salva por um eremita condenado», que conheceu um sucesso singular e a partir da qual, quatro anos mais tarde, Massenet compôs a ópera com o mesmo nome. Nos últimos anos de vida, interessou-se cada vez mais pelas questões políticas e sociais, unindo a sua voz, em protesto, à de Émile Zola contra o veredicto do caso Dreyfus (1896), por exemplo, e escrevendo os quatro volumes (1897 a 1901) da Histoire Contemporaine, um retrato da Belle Époque. Em 1921, apenas três anos antes de morrer, recebe o Prémio Nobel da Literatura, cujo discurso de apresentação o exortava nestes termos: «Hoje, quando, neste nosso velho país germânico, concedemos o prémio internacional dos poetas a este mestre gaulês, seguidor fiel da verdade e da beleza, herdeiro do humanismo, da linhagem de Rabelais, Montaigne, Voltaire, Renan, lembramo-nos das palavras que ele um dia disse aos pés da estátua de Renan a sua profissão de fé fica assim completa: De forma lenta mas segura, a humanidade realiza os sonhos dos sábios. »

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