"TUFÃO" de Joseph Conrad - 2ª Edição 2023
Preço: 9 €"TUFÃO" de Joseph Conrad - 2ª Edição 2023
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio44439105
- Id do anunciante73FF
Descrição
"TUFÃO"
de Joseph Conrad
Tradução e apresentação de Aníbal Fernandes
2ª Edição 2023
SISTEMA SOLAR
136 Páginas
«A minha tarefa, a que tento dar realização, é levar pelo poder da palavra escrita o leitor a ouvir, levá-lo a sentir - e acima de tudo a ver. Isto - e nada mais, e é tudo.»
Quando Conrad publicou em 1903 este Tufão (narrativa de uma linearidade distante das complexidades de longo fôlego imaginadas por si nesta época) já era reconhecido autor de várias obras literárias, umas quantas destinadas a futura celebridade, como The Nigger of the «Narcissus» (1897), Youth (1898), Heart of Darkness (1899), Lord Jim (1900); e consumava com ela a sua terceira e última relação literária central com uma tempestade marítima.
Poderia tomar-se este Tufão como exclusivo pretexto para palavras que fizessem chegar a magnífico umas quantas descrições de mar em fúria, sem muito visível equivalente na história da Literatura, mas em Conrad há sempre o essencial desejo de mostrar o homem como criatura não autónoma, parte do elemento que o envolve e corajosamente enfrenta. Ele próprio escreveu, a lembrar-se desta ameaça latente da vida dos homens no mar: «Parece que as tempestades foram enfrentadas como inimigos pessoais mas são adversários [que pertencem ao mundo], com ardis que temos de dissuadir, ultrapassar na violência, e com os quais temos de viver dias e noites.»
Quando Tufão foi publicado em livro Conrad sentiu a tentação de desfazer alguns equívocos:
«Logo que o capitão MacWhirr me surgiu, vi que era o homem para a situação. Não quero com isto dizer que o tenha visto em carne e osso, ou mesmo que tenha entrado em contacto com o seu espírito prosaico e o seu indomável temperamento. MacWhirr não é um conhecimento de umas quantas horas, ou de umas quantas semanas, ou de uns quantos meses.
É o produto de vinte anos de vida. Da minha própria vida. Nele, a invenção consciente pouca parte teve. Se é verdade que o capitão MacWhirr nunca andou nem respirou neste mundo (o que eu acharia, pela minha parte, muito difícil de acreditar), também posso assegurar aos meus leitores que é de uma absoluta autenticidade. E posso aventurar-me a garantir o mesmo no que respeita a todos os pormenores da história, confessando também que o particular tufão da narrativa é, de facto, da minha pessoal experiência.
Aníbal Fernandes
---
Joseph Conrad, aliás Józef Teodor Konrad Korzeniowski, nasce na Ucrânia em 1857, em plena autocracia dos Czars. Filho de um casal polaco no exílio, fica órfão muito cedo. É criado e educado pelo tio, o responsável por aquela que seria a paixão central da sua vida: o mar. Viaja para Marselha em 1874, prestando serviço a bordo de navios mercantes franceses antes de finalmente se juntar à tripulação de um navio inglês, no ano de 1878. Em 1886 obtém nacionalidade britânica e o Certificado de Mestre no Serviço Mercantil Britânico. Oito anos mais tarde abandona o mar para se dedicar à escrita, publicando o seu primeiro romance - 'Almayer's Folly', em 1895. Continua a escrever e a publicar até à data da sua morte em 1924. Conrad é autor, entre outras obras, de Lord Jim (1900), Nostromo (1904), The Secret Agent (1907), Under Western Eyes (1911), Heart of Darkness, Coração das Trevas, 1902). É hoje considerado um dos maiores escritores de ficção em inglês, a sua terceira língua.
NOVO - PORTES GRÁTIS
de Joseph Conrad
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136 Páginas
«A minha tarefa, a que tento dar realização, é levar pelo poder da palavra escrita o leitor a ouvir, levá-lo a sentir - e acima de tudo a ver. Isto - e nada mais, e é tudo.»
Quando Conrad publicou em 1903 este Tufão (narrativa de uma linearidade distante das complexidades de longo fôlego imaginadas por si nesta época) já era reconhecido autor de várias obras literárias, umas quantas destinadas a futura celebridade, como The Nigger of the «Narcissus» (1897), Youth (1898), Heart of Darkness (1899), Lord Jim (1900); e consumava com ela a sua terceira e última relação literária central com uma tempestade marítima.
Poderia tomar-se este Tufão como exclusivo pretexto para palavras que fizessem chegar a magnífico umas quantas descrições de mar em fúria, sem muito visível equivalente na história da Literatura, mas em Conrad há sempre o essencial desejo de mostrar o homem como criatura não autónoma, parte do elemento que o envolve e corajosamente enfrenta. Ele próprio escreveu, a lembrar-se desta ameaça latente da vida dos homens no mar: «Parece que as tempestades foram enfrentadas como inimigos pessoais mas são adversários [que pertencem ao mundo], com ardis que temos de dissuadir, ultrapassar na violência, e com os quais temos de viver dias e noites.»
Quando Tufão foi publicado em livro Conrad sentiu a tentação de desfazer alguns equívocos:
«Logo que o capitão MacWhirr me surgiu, vi que era o homem para a situação. Não quero com isto dizer que o tenha visto em carne e osso, ou mesmo que tenha entrado em contacto com o seu espírito prosaico e o seu indomável temperamento. MacWhirr não é um conhecimento de umas quantas horas, ou de umas quantas semanas, ou de uns quantos meses.
É o produto de vinte anos de vida. Da minha própria vida. Nele, a invenção consciente pouca parte teve. Se é verdade que o capitão MacWhirr nunca andou nem respirou neste mundo (o que eu acharia, pela minha parte, muito difícil de acreditar), também posso assegurar aos meus leitores que é de uma absoluta autenticidade. E posso aventurar-me a garantir o mesmo no que respeita a todos os pormenores da história, confessando também que o particular tufão da narrativa é, de facto, da minha pessoal experiência.
Aníbal Fernandes
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Joseph Conrad, aliás Józef Teodor Konrad Korzeniowski, nasce na Ucrânia em 1857, em plena autocracia dos Czars. Filho de um casal polaco no exílio, fica órfão muito cedo. É criado e educado pelo tio, o responsável por aquela que seria a paixão central da sua vida: o mar. Viaja para Marselha em 1874, prestando serviço a bordo de navios mercantes franceses antes de finalmente se juntar à tripulação de um navio inglês, no ano de 1878. Em 1886 obtém nacionalidade britânica e o Certificado de Mestre no Serviço Mercantil Britânico. Oito anos mais tarde abandona o mar para se dedicar à escrita, publicando o seu primeiro romance - 'Almayer's Folly', em 1895. Continua a escrever e a publicar até à data da sua morte em 1924. Conrad é autor, entre outras obras, de Lord Jim (1900), Nostromo (1904), The Secret Agent (1907), Under Western Eyes (1911), Heart of Darkness, Coração das Trevas, 1902). É hoje considerado um dos maiores escritores de ficção em inglês, a sua terceira língua.
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