"UM CANCIONEIRO PARA TIMOR" de Ruy Cinatti - 1ª Edição de 1996


Especificações


Descrição

"UM CANCIONEIRO PARA TIMOR"
de Ruy Cinatti

Prefácio de Jorge Dias

Fotografias ddo Autor

Notas sobre o texto de Peter Stilwell

1ª Edição de 1996
Editorial Presença
142 Páginas
Ilustrado

«Um Cancioneiro para Timor», da autoria de Ruy Cinatti é o testemunho da actividade de um autor nacional de relevo que conseguiu conciliar habilmente a poesia à antropologia, graças à sua sublime capacidade de sentir e amar o outro e a Terra. Foi como chefe do gabinete do governador que viveu em Timor, onde estreitou a sua relação com a natureza e o povo locais. Ao reler um cancioneiro e algumas cantigas locais, Cinatti encontrou inspiração para a obra que agora se publica. «Um Cancioneiro para Timor» constitui por isso, um complemento indispensável a qualquer estudo antropológico que acerca daquele povo se produza e uma visão poética singular enraízada na identificação com o real.

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Se é certo que não se pode fazer antropologia, no rigoroso sentido da palavra, em verso, não é menos verdade que um cancioneiro como este é um magnífico complemento de uma interpretação antropológica de Timor. Embora seja diminuto o conhecimento antropológico que tenho desta ilha, devo dizer que o cancioneiro de Cinatti me ofereceu uma nova dimensão da vida humana que me foi dado observar, quando há anos estive em Timor e pelas leituras até hoje feitas sobre a sua gente . Do Prefácio

Edição póstuma e a primeira deste estimado trabalho do antropólogo Ruy Cinatti, poeta que por motivos profissionais viveu largos anos em Timor (foi secretário do Governador de Timor, chefe dos serviços agronómicos no mesmo território).

A primeira versão datilografada está data de 1968 e a segunda de 1980, nunca tendo sido, no entanto, publicada. Uma cópia terá sido entregue na IN-CM em 1980, desconhecendo-se as razões por que não chegou a sair do prelo. Ilustrado com fotografias do autor.

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Ruy Cinatti
Nasceu em Londres, a 8 de Março de 1915. Em criança veio para Lisboa e formou-se em Agronomia. Foi metereologista, secretário do Governador de Timor, chefe dos serviços agronómicos no mesmo território e investigador da Junta de Investigação do Ultramar. Doutorou-se em 1961 na Universidade de Oxford, em Antropologia Social e Etnografia.

Foi cofundador, em 1940, de Os Cadernos de Poesia, e em 1942 da revista Aventura. Recebeu diversos prémios pela sua obra poética, entre eles o Prémio Nacional de Poesia, em 1968. Faleceu em Lisboa, a 12 de outubro de 1986.

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