"Um Poeta Recorda-se" - Memórias de uma Vida de Armindo Rodrigues - 1ª Edição de 1998


Especificações


Descrição

"Um Poeta Recorda-se"
Memórias de uma Vida

de Armindo Rodrigues

1ª Edição de 1998
Edições Cosmos
350 Páginas

O poeta Armindo Rodrigues, falecido em 1993, organizador nos anos 50 da Coleccção Cancioneiro Geral e autor de vasta obra publicada e inédita, doou o seu espólio literário ao Museu do Neo-Realismo. Nas conversas estão havidas com elementos da Comissão Instaladora do Museu, mostrou ele muito empenho na edição de um volume de memórias, que já havia sido entregue à casa editora.

Armindo Rodrigues não teve, infelizmente, a possibilidade de rever as provas ( ). Mesmo assim, não saindo à estampa, eventualmente, com a perfeição com que o autor desejaria, a obra tem um interesse documental e de testemunho inegáveis, que justificam a edição e o empenho da Associação Promotora.

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Lisboa, 1904 Lisboa, 1993

Armindo Rodrigues nasceu em Lisboa a 27 de junho de 1904. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, foi médico, tradutor e poeta ligado ao neorrealismo.

Opositor ao Estado Novo, participou em atividades culturais e políticas de combate ao regime, o que o levou a conhecer os cárceres do fascismo. Fez parte do MUD e participou nas campanhas eleitorais de Arlindo Vicente e Norton de Matos.

Colaborou em diversas publicações, como Colóquio-Letras, Vértice, Seara Nova, O Diabo, República, Notícias do Bloqueio, Diário de Notícias e O Diário.

Iniciou a sua atividade como escritor em 1943 com o livro Voz Arremessada ao Caminho. Publicou um conjunto de títulos até 1957, altura em que se dedica essencialmente à atividade de tradutor. Em 1970 volta a publicar, iniciando a série Obra Poética, que vai até 1980, onde inclui trabalhos já editados e poemas originais. Em 1979 sai a obra O Poeta Perguntador, Antologia, uma autobiografia organizada e prefaciada por José Saramago. A Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo publicou em 1998 o seu livro de memórias Um Poeta Recorda-se e em 2004 a antologia de poesia Ocasional a Vida, a partir de inéditos que se encontram no espólio do poeta à guarda do Museu do Neo-Realismo.

Armindo Rodrigues foi também um exímio desenhador, sendo autor de excelentes retratos de vários escritores, como Carlos de Oliveira, Antunes da Silva, José Gomes Ferreira e autorretratos, alguns dos quais para serem incluídos em obras na Coleção Cancioneiro Geral, que dirigiu.

Faleceu em Lisboa a 8 de agosto de 1993.

O Espólio Literário de Armindo Rodrigues começou a ser incorporado no Museu do Neo-Realismo ainda em vida do escritor, sendo finalmente depositado pelos herdeiros em 1996. A formalização da doação ocorreu em 2005.

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