"UMA PINGA DE CHUVA" - Crónicas e Narrativas de Antunes da Silva - 1ª Edição de 1972


Especificações


Descrição

"UMA PINGA DE CHUVA" - Crónicas e Narrativas
de Antunes da Silva

1ª Edição de 1972
PRELO Editora
Coleção Autores Portuggueses Nº 21
228 Páginas

"Uma Pinga de Chuva" é uma obra do escritor neorrealista português Armando Antunes da Silva, publicada em 1972 pela Prelo Editora.
O livro integra a prestigiada Coleção Autores Portugueses (n.º 21) e reúne um conjunto de crónicas e narrativas que retratam de forma profunda a realidade socioeconómica, a cultura e os motivos populares, com um foco muito vincado na vivência da região do Alentejo.

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O escritor Antunes da Silva nasceu em Évora a 31 de julho de 1921. Foi poeta, contista e romancista.

Depois de frequentar o Curso Comercial em Évora, onde trabalhou como empregado de escritório, muda-se para Lisboa em 1948, onde a par do trabalho na área da publicidade e relações-públicas, inicia a sua atividade literária.

Desenvolve uma carreira jornalística que mantém por quase toda a sua vida, colaborando regularmente em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais Diário do Alentejo, Diário de Lisboa, Comércio do Porto, Diário Popular, Diário de Notícias, O Diabo e nas revistas Sol Nascente, Vértice e Seara Nova.
Resistente antifascista, pertenceu aos quadros diretivos do MUD juvenil (secção de Évora), o que levou à sua detenção em Caxias em 1945. Participou nas campanhas presidenciais de Arlindo Vicente e Humberto Delgado. Foi candidato da CDE em Évora em 1969 e membro do Concelho Nacional do MDP/CDE.
Inserido no que se designou segunda geração neorrealista, a sua obra literária é marcada pela temática do Alentejo e dos motivos populares, olhados à luz das questões económicas e sociais e dos conflitos de classe.

Da sua produção literária destacamos na poesia Esta Terra que é Nossa (1952) e Canções do Vento (1957), volumes editados na coleção Cancioneiro Geral. Deixou-nos ainda, entre outras, as obras Gaimirra (1946); Vila Adormecida (1948); Sam Jacinto (1950); O Aprendiz de Ladrão (1954); Canções ao Vento (1957); O Amigo das Tempestades (1958); Suão (1960); A Visita (1962); Terra do Nosso Pão (1964); Alentejo é Sangue (1966); Uma Pinga de Chuva (1966); Exilado e Outros Contos (1973), Rio Djebe (1973); Terras Velhas Semeadas de Novo (1976); A Fábrica (1979); Alqueva, a Grande Barragem (1982); Senhor Vento (1982); Jornal I Diário (1987); Jornal II Diário (1990) e Breve Antologia Poética (1991).

Faleceu em Évora a 21 de dezembro 1997.

O Espólio de Antunes da Silva foi entregue ao Museu do Neo-Realismo em 2002 pela herdeira , para doação e incorporação no seu acervo.

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