"VILLA CELESTE" - Novela Ingénua de Hélia Correia - Edição de 1999 - Contraponto de Luiz Pacheco
Preço: 20 €"VILLA CELESTE" - Novela Ingénua de Hélia Correia - Edição de 1999 - Contraponto de Luiz Pacheco
Especificações
- TipoVenda
- ConcelhoCascais
- FreguesiaCarcavelos e Parede
- Id do anúncio45196613
- Id do anunciante80VV
Descrição
"VILLA CELESTE" - Novela Ingénua
de Hélia Correia
Ilustrações de Luís Manuel Gaspar
Edição de 1999
Contraponto de Luiz Pacheco
94 Páginas
Ilustrado
Tiragem de 1000 Exemplares
E a 'Celeste' estremecia levemente, um arreio corria-lhe as paredes e podia então ver-se-lhe a idade, a ossatura débil, a memória estalando e desfazendo-se, e um minúsculo foco de vazio, frio e sem cor, cercado pelo medo, começava a estender-se, a dilatar, à procura das veias, do calor, da sudação dos organismos vivos. Teresinha escutava esse silêncio, esse pavor da casa resistindo. Sentia-se insegura, como se navegasse, como se, por debaixo da 'Celeste', centenas de toupeiras escavassem maldosamente, só por diversão. E, perturbada pela insónia, tiritando, punha-se a odiar as construções
---
Hélia Correia
Escritora portuguesa contemporânea (1949), licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.
Estreou-se na poesia com O Separar das Águas, em 1981, e O Número dos Vivos, em 1982.
A novela Montedemo, encenada pelo grupo O Bando, dá à autora uma certa notoriedade. Aliás, Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em Édipo Rei e a escrever Perdição, levadas à cena, em 1993, pela Comuna. Escreveu também Florbela, em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum.
Destacam-se ainda na sua produção os romances Casa Eterna e Soma e, na poesia, A Pequena Morte/Esse Eterno Conto.
Recebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra Lillias Fraser.
Venceu o prémio literário Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa com o livro de poesia A Terceira Miséria.
Foi galardoada com o Prémio Camões, em 2015.
ESGOTADO NAS LIVRARIAS
NOVO - PORTES GRÁTIS
de Hélia Correia
Ilustrações de Luís Manuel Gaspar
Edição de 1999
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E a 'Celeste' estremecia levemente, um arreio corria-lhe as paredes e podia então ver-se-lhe a idade, a ossatura débil, a memória estalando e desfazendo-se, e um minúsculo foco de vazio, frio e sem cor, cercado pelo medo, começava a estender-se, a dilatar, à procura das veias, do calor, da sudação dos organismos vivos. Teresinha escutava esse silêncio, esse pavor da casa resistindo. Sentia-se insegura, como se navegasse, como se, por debaixo da 'Celeste', centenas de toupeiras escavassem maldosamente, só por diversão. E, perturbada pela insónia, tiritando, punha-se a odiar as construções
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Hélia Correia
Escritora portuguesa contemporânea (1949), licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário. Apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético.
Estreou-se na poesia com O Separar das Águas, em 1981, e O Número dos Vivos, em 1982.
A novela Montedemo, encenada pelo grupo O Bando, dá à autora uma certa notoriedade. Aliás, Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em Édipo Rei e a escrever Perdição, levadas à cena, em 1993, pela Comuna. Escreveu também Florbela, em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum.
Destacam-se ainda na sua produção os romances Casa Eterna e Soma e, na poesia, A Pequena Morte/Esse Eterno Conto.
Recebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra Lillias Fraser.
Venceu o prémio literário Correntes d'Escritas/Casino da Póvoa com o livro de poesia A Terceira Miséria.
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