Armando Silva Carvalho // Donamorta 1984


Especificações


Descrição

Autor: Armando Silva Carvalho
Obra: Donamorta
Editor: Assírio e Alvim
Colecção: «A Phala» | 2
Ano: 1984
Primeira edição
Formato: capa mole
Págs: 157-II

Observações: Poeta, ficcionista e tradutor. Licenciado em Direito, pela Universidade de Lisboa, depois de uma passagem fortuita por Filosofia, Armando Silva Carvalho exerceu advocacia durante um curto período. Depois foi jornalista, professor do ensino secundário e técnico de publicidade. Hoje dedica-se quase em exclusivo à tradução e à consultadoria de publicidade.
Oriundo do grupo que fez a Antologia de Poesia Universitária (1959?), ao lado de Ruy Belo, Fiama, Luiza Neto Jorge, Gastão Cruz e outros, estreou-se com Lírica Consumível (1965), que em 1962 havia recebido o Prémio Revelação da Sociedade Portuguesa de Escritores. Pode-se dizer que esse livro foi o começo de uma obra poética «construída com grande rigor de expressão e uma secura de ritmos e prosódia que manifesta na técnica de composição o essencial do seu significado» (Maria Alzira Seixo). A mordacidade, o sarcasmo e a figuração das pulsões sexuais, são timbre de uma escrita poética e ficcional frequentemente apostada na denúncia dos vários interditos e das hipocrisias sociais e políticas. Na ficção, por exemplo em Portuguex (1977), a subversão verifica-se «a todos os níveis da mitologia cultural lusíada e na tentativa de reformulação em termos simbólicos, os únicos próprios da escrita romanesca, de uma imagem interna da aventura nacional» (Eduardo Lourenço).
Personalidade discreta da vida literária portuguesa, é autor de uma obra de grande coerência formal, centrada no radicalismo de algumas opções bem caracterizadas. A partir do início dos anos sessenta colaborou nas mais variadas publicações: Diário de Lisboa, JL, O Diário, Poemas Livres, Colóquio-Letras, Hífen, As Escadas Não Têm Degraus, Sílex, Nova, Limiar, Via Latina, Loreto 13, entre outras.
Desde que António Ramos Rosa o incluiu na 4ª. série das Líricas Portuguesas (1969), chamando a atenção para o facto de a sua poesia ser «essencialmente antilírica e refractária a todas as formas de expressão subjectiva», Armando Silva Carvalho tem estado representado na generalidade das antologias de poesia portuguesa.
Entre as suas traduções mais relevantes, devem citar-se obras de Beckett, Duras, Cesaire, Voznesensky, Genet, E. E. Cummings, Aleixandre e Mallarmé. Até Alexandre Bissexto (1983) assinou Armando da Silva Carvalho. - in Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, Vol. VI, Lisboa, 1999

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literatura portuguesa
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