Walt, de Fernando Assis Pacheco.
Preço: 3 €Walt, de Fernando Assis Pacheco.
Especificações
Descrição
Livro
-Walt ou O frio quente (noveleta) de Fernando Assis Pacheco.
Edição ASA.
Tem 112 páginas.
*EXEMPLAR EM bom ESTADO.
Sinopse:
EXCERTOS
"Este livro é uma prosa acerca dos malefícios da guerra entendidos no tempo do inefável Marcial Caneta, quando se falava do Vietname «por coisas da causa. «Causa que ninguém desposava; «coisas que ficaram, alarves, para a gente conhecer enfim como puderam ser, e porquê. Não tenho por isso nenhum remorso de estilo. Eu queria apenas dizer «Gare Marítima de Alcântara, Lisboa, num ano qualquer entre 1961 e 1974. Meto na prosa soldados, civis, incivis, chulos e putas, eu próprio estou lá, disfarçado de narrador-alferes, choro à bruta, gozo como um cabinda, narro, minto, finto o leitor, apetecia-me mandar o país Portugal ao tota, mas em segunda leitura sou um tipo basto moral e paro a meio palmo do traço proibido ternuras! Quem grita no salto para o desconhecido é o meu preclaro comandado Frank Camiões. O coração em brasa pelos indefesos, xandras incluídas, vem do tempo em que eu aprendia jornalismo.
Atenção à Brenda, esse pedaço de coxa! E ao Joe Louis, afilhado inevitável! Bebi em todas as barras de zinco de Lisboa até encostá-los ao peito. Literatura-literatura, bah. Noutra altura talvez. Viva o Português de quatrocentas calhoadas ao minuto, que é por onde respiro!"
-Walt ou O frio quente (noveleta) de Fernando Assis Pacheco.
Edição ASA.
Tem 112 páginas.
*EXEMPLAR EM bom ESTADO.
Sinopse:
EXCERTOS
"Este livro é uma prosa acerca dos malefícios da guerra entendidos no tempo do inefável Marcial Caneta, quando se falava do Vietname «por coisas da causa. «Causa que ninguém desposava; «coisas que ficaram, alarves, para a gente conhecer enfim como puderam ser, e porquê. Não tenho por isso nenhum remorso de estilo. Eu queria apenas dizer «Gare Marítima de Alcântara, Lisboa, num ano qualquer entre 1961 e 1974. Meto na prosa soldados, civis, incivis, chulos e putas, eu próprio estou lá, disfarçado de narrador-alferes, choro à bruta, gozo como um cabinda, narro, minto, finto o leitor, apetecia-me mandar o país Portugal ao tota, mas em segunda leitura sou um tipo basto moral e paro a meio palmo do traço proibido ternuras! Quem grita no salto para o desconhecido é o meu preclaro comandado Frank Camiões. O coração em brasa pelos indefesos, xandras incluídas, vem do tempo em que eu aprendia jornalismo.
Atenção à Brenda, esse pedaço de coxa! E ao Joe Louis, afilhado inevitável! Bebi em todas as barras de zinco de Lisboa até encostá-los ao peito. Literatura-literatura, bah. Noutra altura talvez. Viva o Português de quatrocentas calhoadas ao minuto, que é por onde respiro!"
C
Carlos Lopes
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